sábado, 6 de outubro de 2007

Santa Rita de Cássia

A santa das causas impossíveis

Para os católicos do mundo inteiro, ser santo é uma aspiração que para os leigos no assunto parece ser coisa impossível de se conseguir. Quem é o santo? Uma pessoa que viveu respeitando as leis de Deus e dos homens, fazendo o bem neste mundo, morreu e certamente, como a alma é imortal, se encontra junto de Deus, Maria Santíssima, dos anjos e santos no céu. Muitos dos que nos precederam nesta terra, nos esperam na felicidade eterna.Todos nós podemos e devemos ser santos um dia. Quem não tem a aspiração de após a morte, viver em um local feliz para sempre?
Mas existe também os santos de altares. Para que um ser humano possa ser elevado à glória dos altares é preciso que tenha praticado durante a vida, alguma virtude de maneira heróica, ou até mesmo sofrendo o martírio que é dar a própria vida em defesa da sua fé ou honra. Para ser canonizado pela Igreja o santo precisa realizar um milagre aqui na terra que não tenha explicação científica. É feito um minucioso processo de estudos e ao fim é realizada a canonização pelo Papa, como foi realizada dia 11 de maio a canonização do 1º santo brasileiro, o Frei Galvão.
Temos exemplos nas vidas de São Sebastião, militar romano, mártir por professar sua fé em Cristo; Santa Maria Goretti, mártir para defender a virtude da pureza; Santa Teresinha, que muito jovem consumiu sua vida em um mosteiro, rezando, oferecendo pequenos sacrifícios pelos sacerdotes e escrevendo, morrendo aos 24 anos de idade.
Dentre milhares destes que habitam os céus e são venerados nos altares das igrejas da terra, temos Santa Rita de Cássia, exemplo de esposa, mãe e religiosa para as jovens de nosso tempo.
“Dedicação e amor a Deus talvez sejam as qualidades que mais definam o caráter de Santa Rita de Cássia, que nasceu na Úmbria, em Roccaporema, em 1381. Essa mulher humaníssima, agüentou como poucos a ‘tragédia da dor e da miséria material, moral e social.’
Seu temor a Deus e a obediência que mostrava ter aos seus pais a obrigaram renunciar ao seu desejo de se entregar à religião e se fechar em um convento, para aceitar abraçar o matrimônio com um jovem chamado Paulo Ferdinando.
Durante seu matrimônio, Santa Rita de Cássia era uma mulher doce, preocupada com o bem-estar de seu marido. Mesmo consciente de seu caráter violento, sofria, mas rezava em silêncio.
A bondade de Santa Rita de Cássia era tão aparente que seu marido foi contagiado por ela e mudou sua vida e seus costumes. Embora já não tivesse mais envolvido em problemas, os inimigos de Paulo não o esqueceram e, uma tarde foi encontrado morto na beira de uma estrada. Esse fato indignou os dois filhos do casal, que já eram bastante crescidos, e eles juraram vingar a morte do pai.
Santa Rita de Cássia percebe que seria inútil tentar dissuadi-los da vingança e passou a rezar, pedindo que Deus os chamasse junto Dele aos céus, antes que eles se tornassem assassinos.
As sua orações, embora incompreensíveis, foram ouvidas. Então, sem marido e filhos, Santa Rita decidiu ingressar no Convento das Agostinianas de Cássia, mas não foi aceita. Voltou ao seu lar solitária e passou a suplicar a ajuda de seus três santos protetores: São João batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino.
Então, numa noite, o milagre aconteceu. Os seus santo protetores apareceram e convidaram-na a seguí-los. Foram ao Convento e miraculosamente a fizeram entrar e aparecer onde as irmãs estavam rezando pela manhã. Assim Santa Rita vestiu o hábito das agostinianas e pôde voltar a se dedicar a Deus como desejava desde o início. A sua dedicação, penitência, oração e amor ao cristo crucificado fizeram com que imprimisse-lhe na testa um espinho da coroa de Cristo. Aquele estigma milagroso marcou o rosto de Santa Rita de Cássia como uma chaga durante toda a sua vida, ‘e após sua morte em 1457 exalou um perfume de rosas.’
Sua santidade logo ultrapassou as barreiras do convento de Cássia e suas orações foram o caminho para curas e conversões. Santa Rita de Cássia foi canonizada em 1900.” (Revista Santo do dia; Editora Casa dois)
Devido aos acontecimentos extraordinários em sua vida terrena, esta santa é padroeira das causas impossíveis. Também as mães católicas a invocam como auxílio no convívio do lar e educação de seus filhos.
“Onde encontrar uma mulher forte? O seu valor é maior que tudo ...Tem por atavios a retidão e a honestidade, e encara sorridente o futuro...Olha atentamente pelo andamento da sua casa e não come o pão na ociosidade. Por isso seus filhos se erguem para a proclamarem a melhor das mães e o seu marido para fazer este elogio: - Muitas mulheres se mostraram beneméritas; tu, porém excedeste a todas! A beleza engana e a formosura é falaz: a mulher temente a Deus, essa é que é digna de louvor. Reparai no fruto das suas mãos, e que as suas obras publiquem o que ela vale, às portas da cidade.”(Provérbios 31;10,31)
(Isabel Menezes)

Um comentário:

Anônimo disse...

Ótimo texto,sobre uma Santa que teve uma fé inabalável em Deus e é exemplo marcante p/ muitos de nós, seus admiradores!