quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal do Papa\2008

ZP08122502 - 25-12-2008Permalink: http://www.zenit.org/article-20430?l=portuguese

Mensagem de Natal de Bento XVI

"Procuremos Jesus, deixemo-nos atrair pela sua luz, que dissipa a tristeza e o medo"

«Apparuit gratia Dei Salvatoris nostri omnibus hominibus» (Tt 2, 11).
Amados irmãos e irmãs, com as palavras do apóstolo Paulo renovo o jubiloso anúncio do Natal de Cristo: sim, hoje, «manifestou-se a todos os homens a graça de Deus, nosso Salvador»!
Manifestou-se! Isto é o que a Igreja hoje celebra. A graça de Deus, rica em bondade e ternura, já não está escondida, mas «manifestou-se», manifestou-se na carne, mostrou o seu rosto. Onde? Em Belém. Quando? Sob César Augusto, durante o primeiro recenseamento a que alude também o evangelista Lucas. E quem é o revelador? Um recém-nascido, o Filho da Virgem Maria. N'Ele manifestou-se a graça de Deus, Salvador nosso. Por isso, aquele Menino chama-Se Jehoshua, Jesus, que significa «Deus salva».
A graça de Deus manifestou-se: eis o motivo por que o Natal é festa de luz. Não uma luz total, como aquela que envolve todas as coisas em pleno dia, mas um clarão que se acende na noite e se difunde a partir de um ponto concreto do universo: da gruta de Belém, onde o Deus Menino «veio à luz». Na realidade, é Ele a própria luz que se propaga, como aparece bem representado em muitos quadros da Natividade. Ele é a luz, que, ao manifestar-se, rompe a bruma, dissipa as trevas e nos permite compreender o sentido e o valor da nossa existência e da história. Cada presépio é um convite simples e eloquente a abrir o coração e a mente ao mistério da vida. É um encontro com a Vida imortal, que Se fez mortal na mística cena do Natal; uma cena que podemos admirar também aqui, nesta Praça, tal como em inumeráveis igrejas e capelas do mundo inteiro e em toda a casa onde é adorado o nome de Jesus.
A graça de Deus manifestou-se a todos os homens. Sim, Jesus, o rosto do próprio Deus-que-salva, não Se manifestou somente para poucos, para alguns, mas para todos. É verdade que, no casebre humilde e pobre de Belém, poucas pessoas O encontraram, mas Ele veio para todos: judeus e pagãos, ricos e pobres, de perto e de longe, crentes e não crentes… todos. A graça sobrenatural, por vontade de Deus, destina-se a toda a criatura. Mas é preciso que o ser humano a acolha, pronuncie o seu «sim», como Maria, para o coração seja iluminado por um raio daquela luz divina. Os que acolheram o Verbo encarnado, naquela noite, foram Maria e José, que O esperavam com amor, e os pastores, que vigiavam durante a noite (cf. Lc 2, 1-20). Foi, portanto, uma pequena comunidade que acorreu a adorar Jesus Menino; uma pequena comunidade que representa a Igreja e todos os homens de boa vontade. Também hoje, aqueles que na vida O esperam e procuram, encontram Deus que por amor Se fez nosso irmão; quantos têm o coração voltado para Ele, desejam conhecer o seu rosto e contribuir para instaurar o seu reino. Di-lo-á o próprio Jesus na sua pregação: são os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os famintos de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os obreiros da paz, os perseguidos por causa da justiça (cf. Mt 5, 3-10). Estes reconhecem em Jesus o rosto de Deus e regressam, como os pastores de Belém, renovados no coração pela alegria do seu amor.
Irmãos e irmãs que me escutais, a todos os homens se destina o anúncio de esperança que constitui o coração da mensagem de Natal. Para todos nasceu Jesus e, como em Belém Maria O ofereceu aos pastores, neste dia a Igreja apresenta-O à humanidade inteira, para que toda a pessoa e cada situação humana possa experimentar a força da graça salvadora de Deus, a única que pode transformar o mal em bem, a única que pode mudar o coração do homem e torná-lo um «oásis» de paz.
Possam experimentar a força da graça salvadora de Deus as numerosas populações que vivem ainda nas trevas e nas sombras da morte (cf.Lc 1, 79). Que a Luz divina de Belém se difunde pela Terra Santa, onde o horizonte parece tornar-se a fazer escuro para os israelitas e os palestinianos, difunda-se pelo Líbano, o Iraque e todo o Médio Oriente. Torne fecundos os esforços de quantos não se resignam com a lógica perversa do conflito e da violência e privilegiam pelo contrário o caminho do diálogo e das negociações para se harmonizar as tensões internas nos diversos Países e encontras soluções justas e duradouras para os conflitos que atormentam a região. Por esta Luz que transforma e renova, anelam os habitantes do Zimbábue, em África, oprimidos há demasiado tempo por uma crise política e social que, infelizmente, continua a agravar-se, coma também os homens e as mulheres da República Democrática do Congo, especialmente na martirizada região do Kivu, do Darfour, no Sudão, e da Somália, cujos infindáveis sofrimentos são uma trágica consequência da falta de estabilidade e de paz. Por esta Luz esperam sobretudo as crianças dos países referidos e de todo os outros em dificuldade, a fim de que seja devolvida a esperança ao seu futuro.
Onde a dignidade e os direitos da pessoa humana são espezinhados; onde os egoísmos pessoais ou de grupo prevalecem sobre o bem comum; onde se corre o risco de habituar-se ao ódio fratricida a à exploração do homem pelo homem; onde lutas internas dividem grupos e etnias e dilaceram a convivência; onde o terrorismo continua a percutir; onde falta o necessário para sobreviver; onde se olha com apreensão para um futuro que se vai tornando cada vez mais incerto, mesmo nas Nações do bem-estar: lá resplandeça a Luz do Natal e encoraje todos a fazerem a própria parte, com espírito de autêntica solidariedade. Se cada um pensar só nos próprios interesses, o mundo não poderá senão caminhar para a ruína.
Amados irmãos e irmãs, hoje «manifestou-se a graça de Deus Salvador» (cf. Tt 2, 11), neste nosso mundo, com as suas potencialidades e as suas debilidades, os seus progressos e as suas crises, com as suas esperanças e as suas angústias. Hoje refulge a luz de Jesus Cristo, Filho do Altíssimo e filho da Virgem Maria: «Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus». Adoramo-Lo hoje, em cada ângulo da terra, envolvido em faixas e reclinado numa pobre manjedoura. Adoramo-Lo em silêncio enquanto Ele, ainda infante, parece dizer-nos para nossa consolação: não tenhais medo, «Eu sou Deus e não há outro» (Is 45, 22). Vinde a Mim, homens e mulheres, povos e nações. Vinde a Mim, não temais! Vim trazer-vos o amor do Pai, mostrar-vos o caminho da paz.
Vamos, pois, irmãos! Apressemo-nos, como os pastores na noite de Belém. Deus veio ao nosso encontro e mostrou-nos o seu rosto, rico em misericórdia! A sua graça não seja vã para nós! Procuremos Jesus, deixemo-nos atrair pela sua luz, que dissipa a tristeza e o medo do coração do homem; aproximemo-nos com confiança; com humildade, prostremo-nos para O adorar. Feliz Natal para todos!
[Tradução do original italiano distribuída pela Santa Sé
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mês de dezembro

ENTÃO É NATAL...
“Então é natal, e o que você fez? O ano termina e começa outra vez...”(Simone)

Chegamos ao término de mais uma caminhada. Momento de festas, de encontros, de saudades. Momento de reflexão... E o que você fez? Será que trilhou o caminho da vida, através da compreensão, carinho, bondade, respeito pelo semelhante; defesa da vida dos menos favorecidos, dos doentes, dos idosos, dos nacituros; preservação da natureza e conservação de toda espécie de vida, criada por Deus para o bem-estar do ser humano em geral e não de alguns em particular, para que cuidasse com carinho? “Deus os abençoou: Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.” (Gen.1;28) O homem é o guardião da criação e tem o dever de preservá-la da melhor forma possível para a posteridade. Mas nem sempre o faz, nem sempre corresponde às bênçãos dadas por Deus. Exemplo disso é esta fábula:
Conta-se que alguém perguntou aos animais quais os presentes que deram ao Menino Jesus na noite em que ele nasceu e durante sua vida. O camelo disse que levou os magos para visitarem o menino, o boi e o burrinho disseram que deram seu hálito quente para aquecê-lo, a ovelhinha ficou bem pertinho da manjedoura para esquentá-lo, o galo deu sua voz para anunciar que Cristo havia nascido, a vaca deu o leite para matar-lhe a fome, o jumento falou que quando Herodes mandou decapitar crianças, O levou na fuga para o Egito. Veio o peixe e disse que deu-lhe a moeda para pagar o tributo a César. O grão de trigo falou que se multiplicou quando Ele o pediu, dando-lhe a ceia. A água disse que se transformou em vinho, dando-lhe o sangue. Então veio o HOMEM: -O Homem sábio - o único entre os animais que possui o segredo da Eternidade. O Homem que é o Rei da Criação e proprietário do livre arbítrio. E o Homem disse: -EU LHE DEI A CRUZ.
O Criador fez o Homem com livre arbítrio, e sem este dom a vida certamente seria sem graça, pois seríamos robôs, monitorados por Deus. O Criador fez o Homem eterno, para que sua alma nunca morra, mas viva para sempre num Reino de Glórias. E este mesmo Homem, usa de suas capacidades, para ser a única criatura que oferece algo ruim a Jesus: a cruz. A cruz das infidelidades conjugais, pois o casamento reafirmado por Jesus Cristo, é naturalmente indissolúvel, para que os filhos sintam-se seguros, amados e todos cresçam espiritual e materialmente falando; a cruz do desrespeito pela vida, através da prática de abortos, desprezo pelos idosos e destruição da natureza; a cruz da desvalorização da pessoa humana pelo que ela é, buscando dar mais valor ao ter e não ao ser; a cruz do desprezo pelo sagrado, daqueles que usam a igreja para se promoverem, mas no fundo possuem uma religião de casca de ovo; a cruz daqueles que possuem uma religião só de regras enquanto que “ a medida que amadurecemos, começamos a perceber que as regras existem para facilitar o relacionamento entre as pessoas, os rituais favorecem o amor, não o substituem”.(Baker) Enfim, as múltiplas cruzes que desde a antigüidade o Homem, ser agraciado por Deus, impõe a seu filho Jesus para lhe fazer sofrer.
Que neste natal, os varre-saienses possam esquecer as cruzes e dar bons presentes a Jesus, como ir à igreja na noite de Natal com a família, assistir à Santa Missa participando todos juntos do Banquete Sagrado, atraindo assim, muitas bênçãos para nossa cidade de Varre-Sai.
Feliz Natal à comunidade escolar Dr. Miguel Couto Filho! Feliz Natal para todos
do CIEP 381! Feliz Natal para as famílias de Varre-Sai!
(Isabel Menezes é Professora de Ensino Religioso no C. E. Dr. Miguel Couto Filho, História no CIEP 381 e Membro da Pastoral Familiar da Igreja N. Srª das Graças, em Varre-Sai\RJ)



Mês de Novembro

Buscai as coisas do alto!
“Se, pois, ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto,
onde Cristo está sentado à direita de Deus.”
(Cl 2,12; 3,1).

Novembro é o mês da lembrança! Quantos varre-saienses já passaram por este lugar e hoje só permanecem na saudade em fotografias deixadas, nas obras por eles construídas, nos exemplos edificantes que deles nos contam!
Alguns se foram bebês, crianças, outros jovens, muitos adultos, além dos idosos!
Todos se foram! Para onde? Para onde se foram, já que não estão mais aqui conosco?
Foram para a eternidade! Retornaram para Deus, de onde vieram.
Todos nós fomos criados por Deus e temos uma missão a cumprir nesta Terra.
Qual será a sua missão? Já se perguntou?
Mas além da tarefa pessoal a qual Deus incumbe cada um em particular, certamente a todos de maneira geral, o Pai Celeste pede, que busquemos com profundidade as coisas do alto, a fim de que um dia possamos encontrá-las na eternidade.
"O que devo fazer para me salvar?" (Atos 16:30).
Basta ser batizado, professar a fé em Deus vivendo na obediência aos Seus Mandamentos. Basta buscar as coisas do alto. Basta ser bom a exemplo de Jesus Cristo!
Então porque muitos vivem buscando as coisas de baixo?
“O cristão é chamado a ser semeador do céu, "carimbador" do céu. Estamos ensinando nossas crianças a ter um corpo "carimbado" pelas coisas do Alto? A minha vida continua escondida com Cristo. O que eu tenho feito com meu corpo? As minhas amizades têm sido verdadeiras ou tenho usado as pessoas? Você está se "nivelando" com as coisas de baixo? Rompa com o pecado, meu irmão. Não sei qual pecado ou vício você está enfrentando, mas será que você buscou de fato romper com isso? Já buscou o sacramento da confissão sinceramente?”( Pe. Léo)
Realmente, com a evolução da humanidade, as crianças estão cada vez mais espertas, mais desenvolvidas intelectualmente; nota-se então, mais do que nunca a necessidade de encaminhá-las desde o nascimento, a esta busca às coisas do alto em todas as suas ações, para que acostumem-se ao sacrifício e à solidariedade, para que saibam desde a mais tenra idade o verdadeiro sentido da vida e dos valores cristãos.
Uma história simples, mas interessante é aquela de um marido, que conversava com a esposa dizendo: “-Tenho saudades do meu pai. Ele era meu amigo, companheiro e confidente. Passeava comigo. Levava-me ao parque, às fazendas de gado, aos jogos...” E o filho, de sete anos, interrompeu a conversa dizendo: “- Infelizmente, mais tarde não poderei dizer o mesmo a meus filhos.” O Pai caiu em si, e a partir daquele dia tornou-se para o filho o que seu pai tinha sido para ele.
Que a nossa História de vida seja marcada pelo progresso, pelo desenvolvimento, pela tecnologia, mas que seja principalmente a geração que ensinará seus filhos a buscarem as coisas do alto, a geração que ensinará seus filhos a carimbarem todas as suas ações, todos os seus empreendimentos terrenos com as coisas do alto.

(Isabel Menezes é Professora de Ensino Religioso no C. E. Dr. Miguel Couto Filho, História no CIEP 381 e Membro da Pastoral Familiar da Igreja N. Srª das Graças, em Varre-Sai\RJ)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quando setembro chegar....

Quando setembro chegar...

“Não arranque as flores para guardá-las;
continue caminhando e as flores alegrarão o teu caminho.”
(Rabindranath Tagores)

O mês de setembro é quando termina o inverno e tudo se enche novamente de flores e cores, os dias ficam mais longos, as noites mais curtas, o sol brilha com mais intensidade, trazendo de volta o ar de alegria nas terras do hemisfério sul.
No Brasil, comemoramos nossa emancipação política de Portugal, lembrando o famoso grito do Ipiranga, proferido por D. Pedro I “Independência ou morte!” Este fato histórico é um marco importantíssimo em nosso país, pois apesar de ainda permanecermos, naquela época, sob domínio econômico da Inglaterra e D. Pedro ser descendente de portugueses, foi a partir de 7 de setembro de 1822 que rompemos os vínculos administrativos com Portugal e iniciamos a nossa caminhada para a democracia que existe hoje; uma caminhada realmente lenta, cheia de lutas, derrotas e vitórias, mas real nos dias atuais, onde podemos conscientemente, escolher nossos próprios governantes e cobrar deles bom desempenho em suas funções.
Setembro é também o mês dedicado aos idosos, aqueles que nos precedem e a quem devemos grande respeito pela experiência que têm a nos transmitir, pois viveram na terra, criaram filhos, netos... e agora merecem um justo descanso, respeito e muita consideração de todos, tendo-os sempre junto de nós ou em seus próprios lares, nunca colocando-os em asilos ou deixando-os desamparados. Pois, segundo o autor Moisés Groisman, “a Família é como uma moradia que oferece com suas paredes, portas e janelas, um lugar de proteção e segurança.”
Certo dia uma professora contou-me que quando caminha tem o costume de cumprimentar as pessoas por quem passa. E num desses dias deu um Bom Dia a um idoso que vinha cabisbaixo. O idoso não esperava aquele cumprimento e sorriu surpreso. A professora então,continuou a caminhada refletindo: “Que história de vida estaria por trás daquele velho e enrugado rosto? Quantas lembranças lhe vinham na mente naquele instante? E então se lembrou da frase que dizia: ‘ O idoso não é visto pela sociedade. Os olhares transpassam sua figura, como se ele não estivesse ali.’”
Sendo 7 de setembro, o dia da Pátria e 27 o dia Internacional do idoso, podemos fazer uma reflexão sobre o tratamento que nosso país dá ao idoso. Existem as leis, como o recém aprovado estatuto do idoso, mas falta a prática carinhosa e paciente no cotidiano dos brasileiros. Os países orientais, apesar de nãos serem cristãos, dispensam um tratamento especial aos seus idosos, colocando-os nos seus devidos lugares de seres experientes e mestres dos outros mais novos. Nossa civilização cristã tem muito a aprender neste ponto e não é por falta de ensinamentos, pois a Bíblia fala constantemente no respeito e admiração que devemos ter para com nossos idosos, só falta colocarmos em prática o nosso Livro Sagrado, que por sinal é completo em suas considerações filosóficas\cristãs.
Dizia Arthur Schopenhauer, que “talvez possamos caracterizar o espírito dos antigos dizendo que se esforçavam sempre, e em tudo, por estar ao lado da natureza e, pelo contrário, o espírito moderno pelo seu constante empenho em afastar-se o mais possível da natureza.” Que este pensamento passe a não ter valor na sociedade brasileira do século XXI e que a primavera de setembro traga grandes esperanças para os brasileiros, principalmente os varre-saienses, quanto a um 2009 próspero, num país que tem tudo pra dar certo e vai dar certo, pois os brasileiros de bem, não desistem nunca e Nossa Senhora Aparecida abençoará este progresso, com certeza.
(Isabel Menezes é Professora de Ensino Religioso no C. E. Dr. Miguel Couto Filho, História no CIEP 381 e Membro da Pastoral Familiar da Igreja N. Srª das Graças, em Varre-Sai\RJ)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Arquivado o Projeto que liberaria o aborto no Brasil

09/07/2008CCJ aprova arquivamento
do projeto sobre aborto


Fonte: Agência Câmara - Elton Bomfim

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou nesta quarta-feira a proposta que descriminaliza o aborto praticado pela gestante ou com seu consentimento (PL 1135/91). A matéria será arquivada se não houver recurso, em cinco sessões, para ser votada pelo plenário da Câmara. A comissão acolheu o parecer do relator, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que considerou a proposta inconstitucional.
Atualmente, o artigo 124 do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) prevê pena de detenção de um a três anos nesses casos. O tema gerou defesas apaixonadas, tanto dos que apóiam quanto dos contrários à descriminalização do aborto. A reunião teve manifestações até com fotos de fetos abortados, penduradas no pescoço de deputados.
Opinião da Casa Para o relator da proposta, a vitória na comissão reflete a opinião da Casa. "A votação aqui teve apenas 4 votos contrários ao relatório, em 61. Ou seja, se for para Plenário, a proporção será a mesma. Esse projeto não vai vingar na Câmara." De acordo com Eduardo Cunha, ficou caracterizado que a vontade dos parlamentares é "preservar a Constituição e o direito à vida".
Tentativas de adiamento O deputado José Genoíno (PT-SP) tentou por várias vezes impedir a votação com procedimentos regimentais, como o pedido de verificação de voto, mas, diferentemente de ontem, quando conseguiu cancelar a reunião por falta de quorum, nesta quarta não teve sucesso. Para ele, que apresentou voto em separado, o aborto é problema de saúde pública e não deve ser tratado com argumentos religiosos. "Eu respeito as religiões, as crenças, mas não há como tratar uma questão como essa na base de uma religião ou crença. É um problema de saúde pública, a ser desenvolvido com orientação, com saúde para a mulher."
Além de José Genoíno, votaram contra o parecer os deputados Eduardo Valverde (PT-RO), José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Regis de Oliveira (PSC-SP).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

CNBB e eleições 2008

A GRANDE LUTA DA CNBB E AS ELEIÇÕES DE 2008


Reunidos na 46ª Assembléia Geral da CNBB, de 02 a 11 de abril de 2008, em Itaici, os nossos Bispos emitiram, em 09 abr 2008, uma necessária e oportuna Declaração sobre as eleições de 05 de outubro deste ano.
Entre outras coisas nossos Pastores destacaram que os cidadãos e as comunidades da Igreja têm na política um amplo campo de atuação. “A tradição da Doutrina Social da Igreja considera a participação na política uma forma elevada do exercício da caridade - uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do próximo”.
Eles lembram que “no município, a política pode atender às necessidades concretas da população: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico e outras e que o Poder local tem sido ainda mais valorizado através das Redes Intermunicipais pelo intercâmbio de experiências – sinais de esperança no mundo planetário”.
Lembram os nossos Bispos que “o voto depositado na urna exige dos eleitores/as e dos eleitos/as um compromisso com a consolidação da democracia… Os eleitores/as são convidados a acompanhar os eleitos/as no cumprimento de sua missão e a valorizar os que atuam com critérios éticos”.
Nossos Pastores lembram que “A cultura da corrupção perpassa as malhas da nossa história política. A corrupção pessoal e estrutural convive com o atual sistema político brasileiro e vem associada à estrutura econômica que acentua e legitima as desigualdades. É relevante e urgente aplicar com empenho a Lei 9.840, em decorrência da qual já foram cassadas em torno de 600 pessoas. Esta lei ajuda a assegurar a lisura das eleições na campanha eleitoral. Para tanto, queremos valorizar os Comitês contra a corrupção eleitoral. Também apoiamos o Projeto de Lei de iniciativa popular, complemento à Lei 9.840, proibindo candidatura de quem já foi condenado em primeira instância”.
E os nossos Bispos terminam a Declaração colocando os critérios a serem observados para se dar o voto a um candidato:
“Propomos critérios para a votação: respeito ao pluralismo cultural e religioso; comportamento ético dos candidatos/as; e defesa da vida, da família e da liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias. Consideramos qualidades imprescindíveis para os candidatos/as: honestidade, competência, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada por seu histórico de vida. Para tanto, reafirmamos o Documento de Aparecida ao “apoiar a participação da sociedade civil para reorientação e conseqüente reabilitação ética da política” (n. 406).
Além disso a CNBB quer colher 1,2 milhão de assinaturas a favor da ética na política. Ela lançou uma grande iniciativa popular que pretende se tornar um projeto de lei a favor da ética na política. A idéia do novo projeto de lei popular surge na seqüência da Lei 9.840, promulgada em 1999 quando um milhão de brasileiros subscreveram a iniciativa que hoje combate a compra de votos e o uso da máquina administrativa nas eleições no país.
O novo projeto tornaria inelegíveis, durante os trâmites do processo, os políticos condenados pela Justiça em primeira instância. Os políticos processados diretamente pelo Ministério Público também estariam impedidos de ir às urnas enquanto aguardam julgamento. Prevê ainda a inelegibilidade dos políticos que vierem a renunciar de seus cargos públicos para escapar de possíveis punições por quebra de decoro. «Na base da nova iniciativa está a idéia de que os que respondem a processos criminais por delitos graves devem ser afastados temporariamente da vida política até que solucionem seus problemas judiciais», disse Dom Geraldo Lyrio.
Na base do novo Projeto de Lei de iniciativa popular está o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, uma rede de entidades da sociedade, da qual fazem parte a CNBB e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), entre outras instituições.
Todos os católicos e as pessoas de boa vontade devemos nos unir aos nossos Bispos, com o apoio especialmente de todos os meios de comunicação cristãos (Tvs, rádios, jornais, revistas, internet…) para que esse Projeto se realize. Somos profundamente gratos aos nossos Bispos pelas iniciativas oportunas em favor do povo brasileiro tanto na defesa da vida contra o aborto, manipulações de embriões, etc., quanto na luta contra o flagelo da corriupção.

Fonte: ZP08040912 - 09-04-2008 http://www.zenit.org/article-18082?l=portuguese
Prof. Felipe Aquino –
www.cleofas.com.br

terça-feira, 4 de março de 2008

Resumo das palavras do Papa para a Quaresma


"Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9) Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atração das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Lc 16, 13). Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos. À vista das multidões carentes de tudo, que passam fome, adquirem o tom de forte reprovação estas palavras de São João: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17). Entretanto, este apelo à partilha ressoa, com maior eloquência, nos Países cuja população é composta, na sua maioria, por cristãos, porque é ainda mais grave a sua responsabilidade face às multidões que penam na indigência e no abandono. Socorrê-las é um dever de justiça, ainda antes de ser um gesto de caridade. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. «Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita», diz Jesus, «a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas ações, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: «Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos colocarmos em destaque. Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. At 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de fato, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma.Este episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-Se totalmente por nós. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Atos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (At 3, 6). Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica.
PAPA BENTO XVI
(resumo feito por Dom Anuar Battisti)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Uma questão moral

Uma questão moral

“A moral é o conhecimento do que devem necessariamente fazer ou evitar, os seres inteligentes e racionais que pretendem conservar-se e viver felizes na sociedade.”
(Barão P.H. D. de Holbach)

A notícia da chegada de um self-service de camisinhas nas escolas públicas, a serem utilizadas por estudantes do Ensino Fundamental ao Médio, implantado pelo governo federal, alegram alguns e entristecem a muitos.
Um dos pontos de preocupação dos mais sensatos é que até jovens de 11 anos de idade terão acesso fácil a este preservativo e ainda mais, iludidos, sem medo, devido à propaganda enganosa que se faz de que não se corre risco algum ao usá-lo. Assim qualquer pessoa que entenda um mínimo de psicologia saberá que como muitos já estão fazendo, acabarão por praticarem desordenadamente o sexo, até sem a camisinha, pois existem coisas que não precisam ser incentivadas, está no sangue, e instigados ainda mais pela propaganda, o sexo se tornará uma epidemia incontrolável. E além do mais, nenhum preservativo é 100% seguro e até a OMS admite que sexo com camisinha não é 100% seguro, por causa do risco de má utilização ou de ruptura. (site da BBC do Brasil)
Alguns dizem que as pessoas que são contra a doação de preservativos aos jovens, estão fora da realidade, que a banalização do sexo é comum, que os jovens já praticam o sexo, que não existe fidelidade e que virgindade até o casamento é utopia. É verdade que a moral e os bons costumes estão mesmo em decadência, mas nem por isso precisamos incentivá-los. Sou do grupo que pensa na frente. Não é porque a corrupção está na moda, o tráfico tomou conta das grandes cidades, o crime é uma constante, a falta de ética passou dos limites, o desrespeito à propriedade alheia e aos direitos humanos acontecem todos os dias, que devemos deixar de combatê-los. O mesmo se dá com a camisinha.
Dom Rafael Cifuentes acusa as campanhas do Ministério da Saúde e de ONGs ligadas ao combate à Aids de apresentarem o preservativo como uma solução fácil. O que, na opinião do religioso, serve apenas para fomentar a promiscuidade e o sexo precoce.
— Eles dizem para usar a camisinha e ponto final — critica. — Como se isso resolvesse todos os problemas. Mas o problema é de educação, de informação sobre como ter uma vida afetiva e sexual saudável.
O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha:“Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana... O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo... O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, pag.80).
“A CNBB sente a urgência de um verdadeiro plano de educação afetiva e sexual. A vida sexual não pode ser banalizada. A vivência da sexualidade é uma das expressões do amor. Requer afetividade, doação, responsabilidade e fidelidade. A relação sexual encontra no matrimônio sua verdadeira e plena expressão”.
Está provado que nos países africanos, após o incentivo do uso da camisinha, aumentou-se o número de AIDS . Será porquê?
Segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, a cartilha do governo Lula, desenvolvida para ser doada aos jovens, viola, de forma explícita, ao menos sete artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), conforme segue abaixo.
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.
Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente.
Art. 71. A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
Art. 73. A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade da pessoa física ou jurídica, nos termos desta Lei.
Então estamos também diante de um problema de desrespeito à criança e ao adolescente, que manchará mais uma vez o nosso tempo histórico.
(Isabel Menezes - Prof. Ensino Religioso e História,
membro da Pastoral familiar Pré - Matrimonial)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Família x paz

Família X PAZ

(13 de janeiro é dia da Sagrada Família)
"A família natural, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é um berço da vida e do amor, e a primeira e insubstituível educadora da paz". A negação ou a restrição dos direitos da família, obscurecendo a verdade do homem, ameaça os próprios fundamentos da paz".
(Bento XVI em seu discurso de Ano Novo – 2008)


Que missão belíssima da Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José; para exemplo das famílias do mundo contemporâneo! “As palavras comovem, os exemplos edificam.” Exemplo de paz, para a humanidade inteira! Ali não havia inveja, discórdias, preguiça, avareza, soberba, luxúria ou gula, os vícios capitais, tão comuns nos dias de hoje, que a Globo resolveu até desenvolver uma novela em torno deles, como se fossem comuns e naturais, como se o estado normal da pessoa humana fosse estar dominada por estes vícios. É claro que não somos perfeitos, mas o normal é buscar sermos melhores a cada dia, melhorar o nosso interior como fazemos com o nosso exterior, ornamentar o nosso espírito com as pedras preciosas das virtudes, como ornamos o nosso exterior com ouro e prata, pois “o que se leva desta vida é a vida que se leva.”
José era o Pai bondoso, que do trabalho em sua humilde carpintaria tirava o sustento da família. Não conhecia a fraude, o suborno, o super-faturamento, o “passar a perna” , o “levar uma vantagezinha”... era íntegro, sincero, cordial com todos que o procuravam e não só com os mais abastados . Ensinava seu ofício ao Menino Jesus com paciência e amor.
Maria, a Mãe amorosa, que além dos afazeres domésticos, ainda costurava e bordava, naquela época que não havia a divisão social do trabalho. Era amada pela vizinhança por sua cordialidade e alegria. Sempre pronta a ajudar, caminhou longe para auxiliar a prima Isabel, quando estava para ganhar São João Batista. Exemplo de humildade, pois sendo a Mãe de um Deus, não se exaltou, mas se colocou a serviço do próximo.
Jesus, o Deus vivo, era filho obediente, esforçado nos estudos e constante no trabalho com São José. Trabalhava com alegria, solícito e submisso aos pedidos de seu pai. Sendo o maior rei do mundo, nunca humilhou seus pais com palavras grosseiras, mas sempre os cativou com sua docilidade e alegria. Na falta do pai, ele mesmo trabalhava sozinho para prover as necessidades de sua Mãe.
Família é um dom de Deus, uma alegria para a sociedade! Como é bom ter família!
Com a família constituída embasada na fé e no amor a Deus que tudo pode: Pai, Mãe e Filhos; teremos maior garantia de paz para o mundo. Ambos criados por Deus dotados de características diferenciadas, se completam mutuamente na família. O homem tem os caracteres próprios de sua masculinidade e deve exercê-los na liderança de sua família, a mulher de caráter feminino é o coração e a sustentabilidade emocional da família ; os filhos devem ser os frutos do amor que une os pais, sempre alegres, estudiosos, trabalhadores e cientes das dificuldades familiares, tendo assim os pés no chão da realidade.
Estou consciente que a sociedade atual é fruto da crise familiar. São poucas as famílias hoje em dia, como a que descrevi acima. Mas seria o ideal, e entre o ideal e o possível, vivemos um mundo de ódio, guerras e sofrimentos, como o que estamos presenciando neste momento em que são libertadas somente duas das centenas de reféns das FARCs em nosso continente Americano, onde um menino, filho de uma delas, nascido em cativeiro, é encontrado necessitando de cuidados especiais pela sua precária saúde.
"Hoje, mais que nunca, nosso pensamento está com todos aqueles que seguem detidos contra sua vontade por grupos armados na Colômbia e com o sofrimento do qual padecem suas famílias.” (Presidente da CE, José Manuel Durão Barroso)
É de longe que isto veio caminhando, seja por falta de governos sérios e realmente comprometidos com políticas sociais menos paternalistas e mais realistas; seja por corrupções políticas onde o dinheiro arrecadado nos países, fica nos bolsos de alguns ou nos paraísos fiscais; seja pelo esquecimento de Deus numa sociedade materialista e consumista.
Mas não somos nós que iremos de uma hora para a outra resolver esta situação; não são também a legalização de crimes contra a natureza biológica do homem ou aborto que solucionará o caos familiar em que vivemos. Estas coisas só tendem a piorar a situação. Precisamos adotar uma política da valorização da vida, como a CF 2008 nos propõe: “Escolhe, pois a vida!”


(Prof. Isabel C. Menezes D. Esposti –
Ensino Religioso e História – Colégio Miguel Couto e CIEP 381)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Clique no link e vote em defesa da vida!



"Se não respeitarmos a vida dos pequeninos hoje, só porque são indefesos, o que será dos idosos no futuro? Serão também indefesos e aparentemente inúteis. Seremos nós, os velhos de amanhã que seremos desrespeitados em nosso direito primordial, a vida."

"Escolhe, pois a vida!"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Globalização e reflexão


As comunidades do mundo sempre viveram voltadas para si próprias; sua cultura, sua economia, sua religião... Na Mesopotâmia as primeiras aglomerações humanas, chamadas cidades-estados, eram assim denominadas por serem independentes umas das outras. As guerras constantes por conquistar os povos vizinhos, faziam deles inimigos mortais. A guerra na Grécia antiga era tão normal que se faziam os jogos olímpicos em homenagem a Zeus, pai dos deuses e morador do monte Olimpo a fim de desfrutarem de alguns dias de paz.
“Os gregos antigos aceitavam a guerra como um fato natural, assim como o nascimento ou a morte, acerca do qual nada poderia ser feito. Essa evidência deve ser relacionada a um mundo fundado sobre o uso da violência.” (Marcos A. P. de Souza)
Na época em que Jesus viveu, Israel era dominado pelos romanos que lhe cobravam altos impostos e lhe impunham severas leis. Na Idade Média, os Papas impunham a “Trégua de Deus” nas festas religiosas para amenizar um pouco as constantes guerras. 1ª e 2ª Guerra Mundial, conseqüências desastrosas do espírito de cobiça e dominação dos europeus.
Muito perto de nós, tempos da guerra-fria, o comunismo dominava ideologicamente, países do leste europeu, da Ásia e Cuba, na América. O mundo então viveu a expectativa de uma possível 3ª guerra mundial, pois comunismo e capitalismo se confrontavam em uma guerra ideológica que parecia não ter fim.
Hoje de certa forma, tudo isto terminou... vivemos a globalização! Um mundo cujos pensamentos e anseios são de boa convivência entre as pessoas e entre a maioria dos países, que já fazem encontros de representantes até dentro de uma estação espacial em órbita da terra. Um mundo em que o comércio de mercadorias e de idéias transcedem as fronteiras dos próprios países e o conhecimento é obtido através de meios de comunicação inacreditáveis no passado como a Internet.
De acordo com o Papa Bento XVI existem três desafios para os povos deste mundo globalizado:
1º - Desenvolvimento sustentável
2º - Conceito da Pessoa Humana e nossos relacionamentos recíprocos.
3º - Valores espirituais
“Para enfrentar tais desafios, somente o amor ao próximo pode inspirar em nós a justiça ao serviço da vida e a promoção da dignidade humana. Exclusivamente o amor no seio da família, alicerçado num homem e numa mulher criados à imagem de Deus, pode garantir a solidariedade intergeracional, que há de transmitir o amor e a justiça às gerações vindouras. Só a caridade pode encorajar-nos a inserir a pessoa humana no fulcro da vida na sociedade e no cerne de um mundo globalizado, governado pela justiça.”(Bento XVI – 28/04/2007)
Se esquentamos o globo, no passado, é hora de esfriá-lo, se derrubamos as árvores é hora de plantarmos outras e cuidarmos das que restaram. Podemos continuar desenvolvendo o mundo, mas com a sustentação adequada para que as gerações vindouras não pereçam.
Também com relação à pessoa humana, não podemos esquecer que somos seres criados à imagem e semelhança de Deus, o nosso corpo guarda uma alma que merece ser respeitada. Toda forma de vida humana deve ser preservada, desde a sua concepção até a morte. Quanto mais carente, mais enfermo, mais idoso, maior deve ser a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso respeito.
Os valores espirituais não devem fugir de nossa mente um só momento. Muito pelo contrário, a cada dia, dar tudo que for possível para difundir o Evangelho de Jesus Cristo na mente das pessoas, para que todos possamos deixar de lado a lei antiga: “Olho por olho, dente por dente” e viver o Seu mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.”
Isabel Menezes – Varre-Sai