segunda-feira, 30 de março de 2009

Em defesa do Arcebispo de Olinda

Em defesa de D. José Cardoso
Sobrinho http://brasilpelavidaaction.blogspot.com/2009/03/em-defesa-de-djose-cardoso-sobrinho.html
A corajosa atitude em defesa dos princípios da Igreja Católica, tomada pelo Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, no mais rumoroso caso envolvendo 3 crianças, merece nossa solidariedade e uma moção de apoio.
Três crianças: a primeira, violentada pelo padrasto durante três anos e que veio a conceber, aos 9 anos de idade, um par de gêmeos. Estes, apesar de inteiramente inocentes, foram condenados à morte, pelo aborto, pelo simples fato de terem sido concebidos frutos de um estupro, monstruoso no seu gênero, por um maníaco sexual que violentava sua própria enteada.A imprensa nacional e internacional, intelectuais de viés progressista ou esquerdista, ateus e agnósticos, em coro, se insurgiram, não contra o aborto no qual foram sacrificadas duas vidas, mas contra D. Cardoso Sobrinho. Apenas uma pequena minoria se posicionou contra o padrasto pelo crime cometido e menos ainda contra o aborto praticado. A sanha, o ódio, o xingatório se voltaram quase que exclusivamente contra Dom Cardoso Sobrinho e contra a Igreja Católica. Apresentamos a seguir algumas considerações muito importantes que foram levantadas pelo Dr. Rodrigo R. Pedroso. ***
1. D. José Sobrinho não excomungou ninguém
Ao contrário do que mentirosamente afirmou a mídia, D José Sobrinho não excomungou ninguém. Apenas recordou que o cânon 1398 do Código de Direito Canônico pune com excomunhão latae sententiae a prática do aborto. (Excomunhão latae sententiae é aquela que não precisa ser formalmente declarada pela autoridade eclesiástica para ser efetivada).
2. Para que os responsáveis incorram em excomunhão, é necessária a contumácia
No entanto, para que os responsáveis incorram em excomunhão, é ainda necessária a contumácia, ou seja, que o sujeito saiba que existe penalidade canônica prevista para aquele delito e, mesmo assim, venha a cometê-lo voluntariamente. Sendo assim, os médicos e outros envolvidos estarão excomungados latae sententiae somente se soubessem, antes da prática do aborto, que isso lhes acarretaria excomunhão. Do mesmo modo, a mãe da pequena gestante não me parece atingida pela pena, porque, conforme as informações que me chegaram de Recife, ela concordou com o aborto mediante coação por medo grave, porque uma ONG abortista, o Grupo Curumim, mentirosamente afirmou que sua filha corria risco de morte se não fizesse o aborto. A coação exclui a voluntariedade do ato, conforme os cânones 1323, IV e 1324, 1, V.
3. A presunção geral do conhecimento das leis, não vale para o Direito Canônico
Vale lembrar que a presunção geral do conhecimento das leis, existente no direito civil brasileiro (art. 3o da Lei de Introdução ao Código Civil) não vale no direito canônico, em que a ignorantia juris pode constituir excludente de responsabilidade.
4. Caso o arcebispo de Olinda e Recife deixasse de alertar cometeria o crime de prevaricação
Caso o arcebispo de Olinda e Recife deixasse de alertar para a previsão canônica de excomunhão, elecometeria, do ponto de vista da disciplina eclesiástica, uma falta análoga à do art. 319 do Código Penal Militar, o crime de prevaricação, que consiste em deixar de praticar dever de ofício. A atitude do arcebispo de Olinda é antes de admirar-se, tendo em vista alguns de seus colegas que, no exercício de seu ministério, sucumbem a outros interesses.
5. O arcebispo não considerou, em nenhum momento, que a vida dos dois fetos fosse mais importante que a da menina violentada.

Pelo contrário, sustentou, conforme o bom senso e a doutrina da Igreja, que os seres humanos são iguais em dignidade, de forma que não é moralmente lícito matar alguém que não fez mal a ninguém para supostamente salvar a outro. Além disso, no caso, a versão de que a menina corria risco de morte se não fizesse o aborto era puramente mentirosa, tanto que o IMIP (Instituto Materno Infantil de Pernambuco), antes que o aborto fosse feito, concedeu-lhe alta por não haver risco de vida iminente:
6. Se é verdade que a menina corria risco de morte

Ora, se é verdade que a menina corria risco de morte, o IMIP deve ser judicial e administrativamente responsabilizado por ter dado alta à criança nessas condições.
7. A mídia desviou o assunto do foco principal

A mídia chamou de tal forma a atenção para a excomunhão, genericamente prevista no direito canônico, que desviou o assunto de um ponto fundamental que o aborto foi feito clandestinamente, e à revelia da autoridade legal do pai da menina estuprada e da Justiça do Estado de Pernambuco.
8. O pai verdadeiro da menina não queria o aborto
O pai natural da criança não vivia mais com ela e, tão logo soube da barbaridade ocorrida, deslocou-se do sertão pernambucano para a cidade do Recife, tentando impedir o aborto de seus netos.
9. Além do mais, havendo discordância entre os pais, teria sido necessário esperar que a Justiça se pronunciasse.
Pelo art. 1631 do Código Civil de 2002 o poder familiar é exercido igualmente pelo pai e pela mãe e, pelo art. 1632, "a separação judicial, o divorcio e a dissolução da união estável" não alteram o exercício do poder familiar de modo que, na divergência entre o pai e a mãe, mesmo que separados, a questão deve ser decidida pelo juiz (art. 1631, parágrafo único).
10. O aborto foi realizado à revelia da justiça
O caso foi levado à Justiça, mas antes que esta se pronunciasse, as militantes abortistas da ONG Curumim, tiraram a menina e sua mãe do IMIP, que lhe concedeu alta sob pretexto de que "não havia risco de vida para a menina", e levaram-nas ocultamente para o CISAM, onde foi feito o aborto, antes que a Justiça decidisse entre as pretensões do pai e da mãe. O pai e os membros do Conselho Tutelar de Alagoinha - PE chegaram a contactar o CISAM para saber se a criança estava internada lá, mas os funcionários do CISAM, contrariando a autoridade legal do pai e do Conselho Tutelar, mentiram, afirmando que a menina lá não se encontrava.
Conclusão
Portanto, o aborto foi feito sem consideração pela decisão de um dos representantes legais da criança (o pai), nem pela Justiça do Estado de Pernambuco. O caso estava sub judice, mas a ONG abortista Curumim não teve escrúpulos em executá-lo e apresentá-lo à sociedade como fato consumado, antes que a Justiça pudesse pronunciar-se. É sugestivo como esses grupos, que se proclamam defensores do "direito de decidir", desrespeitam a decisão das pessoas quando ela é contra o aborto.
Rodrigo R. PedrosoOAB/SP 195.886

quinta-feira, 5 de março de 2009

DEUS VELA POR NÓS...

Por um triz
Asteroide passa de raspão pela Terra
Publicada em 03/03/2009 às 23h58m
O Globo


RIO - Astrônomos revelaram nesta terça-feira que um asteroide do tamanho de um prédio de dez andares passou muito perto da Terra na manhã de segunda-feira, revela matéria publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo. A colisão de um corpo celeste desse porte, afirmaram, teria um impacto semelhante ao de mil bombas atômicas similares à lançada sobre Hiroshima.
" O impacto de um objeto desses causaria um grande estrago "
- Foi um susto inicial bem grande encontrar um objeto assim tão próximo - afirmou Thais Mothé Diniz, astrônoma do Observatório do Valongo, da UFRJ, especialista no estudo de pequenos corpos do sistema solar. - O impacto de um objeto desses causaria estrago.
Chamado de 2009DD45, o objeto teria de 21 a 47 metros e passou a 72 mil quilômetros do planeta - quase nada em termos astronômicos: um quinto da distância entre a Terra e a Lua ou o dobro da altitude dos satélites georreferenciados em órbita
(Leia mais no Globo Digital, só para assinantes) .
De acordo com astrônomos, apesar da proximidade, o risco real de colisão foi logo descartado. Mas a ameaça de um futuro impacto ainda é desconhecida. O asteroide teria aproximadamente o mesmo tamanho do que colidiu com a Terra em 1908, causando uma catastrófica destruição na Sibéria.
" Foi um susto inicial bem grande encontrar um objeto assim tão próximo "
Embora tenha passado tão perto da Terra, o asteroide só foi detectado no sábado, por especialistas do Siding Spring Survey, um programa australiano de busca por objetos em rota de colisão com o planeta. Sua presença foi confirmada pela União Astronômica Internacional (IAU), mais precisamente pelo departamento responsável por catalogar objetos do Sistema Solar.

(http://oglobo.globo.com)

É a prova de que Deus existe e não desampara seus filhos. Os homens com toda aquela parafernálha da NASA e outras, só puderam perceber este corpo estranho a dois dias de sua caída bem perto da Terra. E se tivesse batido em nosso planeta?Teríamos morrido, mesmo com todo dinheiro gasto em tecnologia espacial.

DEUS ME VÊ!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

QUARESMA: NOVOS SACRIFÍCIOS

Quaresma: Penitências dos tempos modernos

Não comer carne, não comer marisco, evitar os chocolates e não abusar das mensagens de telemóvel. As horas gastas nos jogos eletrônicos prometem diminuir e porque não amealhar o dinheiro do café para ajudar os outros. São estes alguns sacrifícios que os católicos prometem pôr em prática no tempo quaresmal que se avizinha. Pequenas privações que lembram o sacrifício de Cristo, mas que a fé ajuda a levar de ânimo leve. Para pôr em prática a partir do dia 25 deste mês.

Penitência, jejum, abstinência, sacrifício, privação e renúncia. São apenas algumas das palavras que associamos ao período da Quaresma e que a sociedade atual, onde reina o excesso, esvazia de sentido. Para quem se assume cristão palavras como estas não têm o valor negativista que os não crentes lhes atribuem. A penitência e o sacrifício são vistos como uma forma de cada um se tornar melhor: consigo mesmo, com Deus e com o próximo.

Na disciplina tradicional da Igreja Católica ganha destaque o jejum, a abstinência, a oração e a esmola . A FAMÍLIA CRISTÃ quis saber o que dizem estes conceitos aos cristãos dos dias de hoje.

Filipe Augusto Santos, 30 anos, gestor, casou recentemente. Prepara-se para viver a primeira Quaresma com Cláudia Santos, a esposa. «Gostava que fosse um tempo de reflexão, meditação e recolhimento», afirma Filipe, que diz não fazer sacrifícios na Quaresma, apenas ofertas. «O não comer carne, não praticar excessos, o ser um tempo regrado para mim, não são sacrifícios, são apenas pequenas privações que eu ofereço a Deus por Ele ter oferecido o seu Filho para morrer por nós.» Cláudia, por outro lado, entende o sacrifício como «uma maneira de nos tornamos mais tolerantes com o outro.» Para esta enfermeira de 28 anos, a Quaresma é um período que convida a fazer um auto-exame. «Será que eu fui correta com esta pessoa? Será que tinha mesmo de falar assim com ela? Esta reflexão leva-nos a fazer um pequeno sacrifício e ter mais cuidado. Isso faz de nós pessoas melhores», explica Cláudia.

António Fernandes Catarino tem 70 anos, o negócio imobiliário deu-lhe um bom pé-de-meia para a reforma e hoje afirma que não comer carne acaba por não ser um sacrifício dado que pode optar por marisco que chega a ser bastante mais caro e que muito aprecia. Por isso a Quaresma para ele é muito mais do que não comer carne. É não comer aquilo de que mais gosta. «Cumpro a tradição», afirma António Fernandes.

O Rafael tem 11 anos, frequenta a catequese mas ainda está longe de perceber o verdadeiro sentido destes sacrifícios. A mãe, Amélia Monteiro, lá lhe vai explicando que tudo o que é exagerado é mau e o Rafael exagera com a consola de jogos. «O Rafael é uma criança aplicada na escola mas abusa nos jogos», explica a mãe à FAMÍLIA CRISTÃ. Durante o período de Quaresma Rafael já prometeu jogar consola apenas uma vez durante o fim-de-semana. «Vai-me custar muito porque estou habituado a jogar todos os dias quando chego a casa.» Quando lhe pergunto se compreende o significado de tal sacrifício responde: «É para me tornar melhor.
Cristina Albano, 42 anos, vai dizendo que em tempo quaresmal também vai deixar de tomar o seu cafezinho antes de ir para o emprego, poupando 50 centavos todos os dias. Cristina, doará o dinheiro que vai poupar a uma amiga que perdeu o emprego. A FAMÍLIA CRISTÃ fez as contas e a amiga da Cristina irá receber vinte euros.
Pequenos sacrifícios que fazem a caminhada dos cristãos para uma verdadeira Festa de Páscoa.
(Adap. do Texto de: Imelda Monteiro \ Revista Família Cristã)

1- E você? Já pensou em algum sacrifício que gostaria de fazer até a chegada da Páscoa? Qual?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Monografia\2009


UNIVERSIDADE GAMA FILHO
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL


Isabel Cristina Menezes Degli Esposti


Valorizar a auto-estima do aluno, uma questão urgente.


Varre-Sai\RJ


2009


Monografia apresentada à Universidade Gama Filho como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Psicopedagogia Institucional


Orientador: prof. MS.Odnéa Quartieri Ferreira Pinheiro

Varre-Sai\ 2009


Monografia julgada e aprovada:

Prof. Orientador: ______________________________________________________

Membro da Banca______________________________________________________________

Varre-Sai 2009

Dedico esta monografia ao meu filho Luís Miguel, a quem desejo muita auto-estima e confiança, para que tenha bom êxito na escola e na vida, com a graça de Deus Nosso Senhor e a proteção de São Miguel Arcanjo e de Maria.

Agradecimentos


Ao meu esposo José Afonso pelo incentivo dado a esta Pós-Graduação e à Professora Odnéa Quartieri paciência na orientação do Trabalho de Conclusão do Curso.


“Toda pessoa precisa saber e sentir que é necessária.”
(Antoine de Saint Exupéry)



Resumo


O trabalho visa compreender as causas e conseqüências da baixa auto estima e a importância de se trabalhar a auto-estima no jovem em todos os setores institucionais, desde a família, passando pela escola, igreja e sociedade, a fim de que tenha êxito não só nas matérias escolares, mas na sua vida em sociedade de maneira geral e possam contribuir para melhorar o mundo à sua volta, percebendo os diversos problemas e esperanças destas instituições, sugestionando maneiras de ação, tirando assim conclusões de que somente através da união destes setores pode-se auxiliar os jovens com problemas de aprendizagem referentes à baixa auto-estima e conseqüentemente contribuir para a melhoria de seu rendimento escolar e social.

Palavras-chave: Auto-estima. Rendimento escolar. Instituições.

Sumário


Introdução
Capítulo 1- Auto estima e aprendizagem
1.1 – Fatores responsáveis bela baixa auto-estima dos jovens
1.1.1- a ACOMODAÇÃO À ATUALIDADE e O TER EM DETRIMENTO DO SER
1.1.2 – Tarefas que produzem ansiedade e baixa auto-estima, falso ideal e sociedade erotizada
1.1.3 – OS PROBLEMAS FAMILIARES E AUSÊNCIA DE LIMITES
1.1.4 - Preconceitos e problemas de saúde
1.2 – conseqüencias da baixa AUTO-estima
Capítulo 2 - Família X auto estima do jovem
2.1– A família no mundo de hoje
2.2– resgatar a família
Capítulo 3- Escola, Sociedade, Igreja e a auto estima do jovem
3.1– a escola da atualidade - fracassos e esperanças
3.2 - o que falta à sociedade contemporânea?
3.3 – deus no coração do jovem
Considerações Finais
Referências
ANEXOS

Introdução
Com esta pesquisa pretende-se buscar soluções para lidar com os problemas de aprendizagem referentes a baixa auto-estima dos alunos, já que este é um problema urgente, no qual todos falam, e existem certamente, maneiras de amenizá-lo para que o ensino se realize com êxito. Os resultados desta pesquisa devem auxiliar professores e pais de alunos, a compreenderem melhor os jovens e motivá-los com sua compreensão e amor.

Para que isso seja possível o trabalho terá como objetivo compreender as causas e conseqüências da ausência de auto-estima e a importância de se trabalhar a auto-estima do jovem, identificando-se as diversas formas com as quais os professores devem agir para melhorar a auto-estima de seus alunos. Pretende-se, também, repensar-se o apoio da família ao jovem, bem como descrever a atuação que deveria ter as diversas instituições, família, escola, igreja e comunidade na melhoria deste potencial. Objetiva-se, dessa forma, caracterizar-se o problema da destruição das famílias, como o maior causador do fracasso escolar, lançando mão de opiniões de diversos autores, que tratam de auto-estima como uma questão urgente a ser desenvolvida em nossos jovens.
Capítulo 1
Auto estima e aprendizagem



1.1– Fatores responsáveis bela baixa auto-estima dos jovens

A seguir, inicia-se um estudo sobre os fatores responsáveis pela baixa auto-estima dos jovens, que na opinião de diversos autores são a acomodação à atualidade, o ter em detrimento do ser, tarefas que produzem ansiedade e também a baixa auto-estima, falso ideal, sociedade erotizada, problemas familiares, ausência de limites, preconceitos e problemas de saúde, os quais contribuem para que o jovem se sinta inferior diante do mundo a sua volta.
Vê-se também como estes fatores diminuindo a auto-estima do jovem, são motivos de conseqüências desastrosas tanto no desempenho escolar do aluno como familiar e social.

1.1.1- a ACOMODAÇÃO À ATUALIDADE e O TER EM DETRIMENTO DO SER

Os jovens sempre foram contestadores, sempre discordaram dos erros dos adultos, sempre lutaram positivamente pelo que pensam. Hoje é raro! Muitos deles amam o sistema social criado pelos adultos, sistema que os transforma em consumidores, que sufoca sua identidade e seus projetos. É a geração que quer tudo rápido, pronto, sem elaborar, sem batalhas para conquistar. É a geração que não sabe unir disciplina com sonhos, que procura usar processos mágicos para lidar com suas frustrações, que tem dificuldade em pensar antes de reagir. Muitos jovens não têm proteção emocional. Alguns são derrotados por uma área do corpo que rejeitam, outros porque as roupas não caem bem e ainda outros pelas rejeições, ciúmes, medo de perda, timidez, provas escolares, decepções, crise na relação com sua namorada ou namorado. (AUGUSTO CURY , 2007, pág.09, 10)

Um dos fatores responsáveis pela baixa auto-estima dos jovens é esta acomodação à atualidade, que encontram tudo pronto e gostam disto, têm certa aversão a pensar, a inovar, a caminhar por caminhos diferentes. Esta situação realmente traz-lhes um enfado da vida, um pensamento de que tudo está pronto mesmo, e que não existe nada a inovar, a criar, deixando-os praticamente paralisados para praticar o bem e a virtude e muito capacitados a receberem de outros, os benefícios do progresso, sem o mínimo esforço, pois não foram acostumados à disciplina que produz a força de vontade, a qual seria a mola propulsora da auto estima.
É o ter em detrimento ao ser, numa sociedade materializada, que escraviza o jovem, colocando-o servo dos objetos enquanto o correto seria comandar seus sentimentos, suas vontades, tornando-se senhor de sua existência. O valor do ser humano do 3º milênio não é aquilatado pelo que ele é, suas virtudes, suas potencialidades, mas pelo que possui, pelo que ele pode oferecer de material, de palpável.
Assim o jovem desenvolve o espírito de perfeição física e social, que não sendo satisfeito, transforma-se em bulimia, em anorexia, em rejeições ao corpo, ao cabelo, a revolta da condição social da família, que as vezes não lhe pode oferecer tudo que os colegas possuem. Enfim, o jovem atual não tem proteção emocional suficiente para lidar com as novas situações conflitantes, perdeu o gosto pelo desafio, e isso reflete na escola, pois com a auto-estima baixa, não se ensina e não se aprende coisa alguma.
Cury (2007, pág.13) afirma que “devemos ter em mente que a grandeza de um ser humano está na sua humildade, na compreensão das suas limitações e na capacidade de se fazer pequeno.” Hoje em dia falta muito a virtude da humildade, que é o reconhecimento da real capacidade de se realizar ou não alguma tarefa, das limitações concernentes a cada ser vivo e também a coragem de verificar estas limitações que as vezes podem ser imaginárias, podendo ser ultrapassadas. O medo de errar, muitas vezes não é humildade, mas sim, orgulho, de não se lançar ao desafio podendo ocorrer vitória ou derrota.
O jovem precisa saber, que o poder de um ser humano não está em sua musculatura, mas na sua inteligência. “Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria. (Cury , 2007, pág.19) E assim, perceber sua força interior, seu potencial espiritual e psicológico que precisa ser explorado, a fim de dar ao ambiente à sua volta, à sua parcela de mundo, o melhor de si que é realmente o ser e não o ter.


1.1.2 – Tarefas que produzem ansiedade e baixa auto-estima, falso ideal e sociedade erotizada.

É preciso empregar bem o tempo e distribuí-lo em tarefas que, ao dar-nos ocupação, em nada nos preocupem. Que sejam quanto possível, de ordem prática, de utilidade, ou de interesse para que intervenha o fato afetivo. Somente assim, quando a imaginação doentia, encontra ocupado o campo da consciência, não poderá atormentar-nos com seus exageros tristes e desalentadores. O ócio e a falta de ideal ou ocupação, produzem mais neuróticos que o trabalho.(NARCIZO IRALA , 1991, Pág.129)

O jovem não deve ocupar seu tempo com tarefas que produzem ansiedade e baixa auto-estima, como ficar horas à frente de um computador em sites pornográficos, ou de relacionamentos, conversando virtualmente com pessoas que não conhece, num subjetivismo frustrante, pois nunca se sabe a verdade da pessoa que está do outro lado da tela. Deve liderar equipes altruístas, que procuram formar ONGs de ajuda aos mais carentes, grupos de teatro, conjuntos musicais ou coral, a fim de realmente sentirem-se úteis na comunidade, sentirem-se vivos, importantes para outras pessoas que vivem a sua realidade local. De que adianta, manter um diálogo com pessoas no mundo virtual, que fogem à sua realidade, se o mundo à sua volta, família, comunidade, sua escola, precisam de você vivo e operante, necessitam de suas idéias, de sua alegria, de sua vitalidade e disposição para auxiliá-las na construção de uma comunidade melhor. É preciso não fugir da realidade e sim galgar caminhos reais para as ocupações.
Também é muito importante idealizar um ideal de vida desde a infância, para segui-lo como à estrela Polar, norteando seu viver, seu querer, seu agir.

Existe o falso ideal que é também um desejo, uma tendência em estado violento e constante, e por isto, tem grande força. Mas é desejo de um mal que se apresenta como um bem. A paixão sensual, a paixão do jogo, da bebida, a ambição, etc., procuram um bem: o prazer momentâneo, físico, de uma tendência, de um sentido. Essa idéia fixa associada às lembranças e sentimentos do prazer já experimentado enche o campo da consciência e não deixa refletir que aquele bem momentâneo, parcial, de uma parte do nosso ser, acarreta, talvez, pela enfermidade, o mal duradouro e geral de nosso corpo ou, se se trata de um prazer proibido, acarreta o mal moral, o mal da alma, o pecado e finalmente o mal físico, definitivo, total, do corpo e da alma na eternidade infeliz.
A paixão má desune, desarmoniza o homem, fazendo-o procurar um bem parcial que não pode saciar sua tendência instintiva para o bem total. Como conseqüência, causa dor interna, sentimento de tristeza, inquietação, descontrole psíquico. O EU não se sente seguro, não se encontra em seu caminho.
Pelo contrário, o ideal nobre dá unidade, harmonia, vigor e plenitude a nossa vida, aumentando a perfeição física e psíquica de nossos atos. A unidade de pensamento e de desejo acaba com as idéias parasitas, facilitando a concentração e dando ao trabalho e ao estudo seu grado e rendimento máximo.
(NARCIZO IRALA , 1991, pág. 257,258)

O falso ideal estraga o jovem, fazendo com que haja uma inversão de valores em sua mente. Para a sociedade erotizada em que vive-se, o suposto verdadeiro ideal é ser musculoso, lindo(a), é deixar vir à tona todas as paixões, da sensualidade, jogo, bebida, ambição, drogas, numa busca incessante do prazer antes de qualquer outra coisa e o que é pior, suprimindo as tarefas que trazem o verdadeiro bem-estar.
De acordo com Aquino (2005, Pág.33), “Por causa desta cultura do corpo, que hoje ocupou o lugar da cultura dos espírito, muitos jovens estão angustiados e até mesmo escravizados, porque não conseguem atingir este padrão de beleza.”
Este falso ideal não satisfaz o coração dos jovens, pois são parciais, terminam, não preenchem o vazio da alma, são frustrantes no momento em que terminam deixando o vácuo de uma consciência que não lhes pode trazer a paz, e sim o remorso e a frustração.
Em Pasquale Lonata (2000, pág. 40), vê-se que “ a liberação do sexo não abriu a verdadeira liberdade sexual; trouxe anarquia e desordem, uma vez que o sexo foi separado do amor e, nesse último, prevalece o hedonismo egoísta.”
Como exemplo pode-se citar o jovem Paulistano Lindenberg, que seqüestrou a ex-namorada Eloá, em outubro de 2008, pelo motivo desta ter terminado o namoro com ele, e no desenrolar dos fatos matou-a com um tiro na cabeça, sem piedade, numa atitude fria e irresponsável, revoltante para todos que presenciaram o fato da rua ou assistiam pela TV. Este fato demonstra a falta de proteção emocional do rapaz, certamente acostumado a ter todos os seus desejos realizados, que ao ser contrariado reage de forma violenta e inesperada, não por amor, certamente, mas pelo orgulho ferido, pela sensação de queda do poder que possuía sobre aquela jovem.
Assim, todo falso ideal não traz a paz, mas sim o contrário que é a inquietação, a baixa auto-estima, que produz tédio e desolação.
Já o ideal verdadeiro, a visão de futuro embasada nas virtudes do bem, enobrece o jovem, aumenta-lhe a concentração, dá-lhe a paz, a aptidão para a reflexão, aumenta-lhe a auto-estima, a auto-confiança, que fará dele um estudante de valor e um trabalhador eficiente.

1.1.3 – OS PROBLEMAS FAMILIARES E AUSÊNCIA DE LIMITES

O núcleo familiar, que por ser núcleo básico da sociedade deveria ter por parte do Estado uma preocupação e cuidado especial em sua preservação e manutenção, ainda recebe pressões externas: a política neoliberal e seu desemprego estrutural, bem como a invasão da televisão. Não bastando tal complexidade de problemas, a invasão do fenômeno televisivo penetra nos lares direcionado seus objetivos, geralmente todos voltados para o consumismo sem o menor escrúpulo, quando não a banalização da violência e da injustiça. Expondo a todos os componentes uma gama enorme de informação de forma fantasiosa, pra não falar de forma fetichista, suas imagens o programas motivam ou instalam, por um lado, a prostração pelo não discernimento e, por outro, induzem à compulsão ao consumo. (FREITAS, 2000, Pág.110,111)


Vê-se assim, que a família, como primeira instituição social da qual a criança faz parte, lança as bases para a construção do seu caráter.
Com a instituição familiar decadente, por fatores internos e externos que a degradam e destroem, surgem crianças e jovens desestruturados, abalados emocionalmente, desprovidos de auto-estima, que afeta sua vivência escolar e social. Exemplo destes fatores são a falta de motivação por parte das instituições políticas e da mídia, a falta de preparação dos jovens para o casamento, namoros precoces com valores invertidos, gravidez na adolescência, mulher e homem vistos como objeto, o amor se torna interesse com o casamento um mero consórcio, ausência de Deus na mente das pessoas, o individualismo que foi gerado quando o pai já não consegue sustentar sozinho financeiramente a família, a mulher cada vez mais busca a sua emancipação, não existe tempo para os filhos que são colocados em creches, surgem discussões por questões mínimas que levam à separações dos casais e também dos filhos que são criados por diferentes pais ou mães adotivos, que na maioria das vezes vivem a fazê-los sofrer. Também a questão homossexual, filhos são criados com dois pais, ou duas mães, gerando um questionamento em suas mentes difícil de ser transposto; e como afirma Freitas (2000, Pág.110), “já não conseguem conviver em grupo, mas sim sobreviver.”
E todas estas situações problemas, são potencializadas pelos programas de televisão, internet, que divulgam um mundo irreal na mente de crianças e jovens, as quais estando ainda em formação, assimilam estas idéias, fazendo-lhes um enorme mal, para sua inteligência emocional, desenvolvendo pessoas com caráter extremos, sendo apáticas e preguiçosas ou consumistas e gananciosas.
Centenas de estudos mostram que a maneira de os pais tratarem seus filhos, com rígida disciplina ou empática compreensão, indiferença ou simpatia, e assim por diante, têm conseqüências profundas e duradouras para a vida emocional da criança. Mas só recentemente surgiram dados concretos mostrando que o fato de ter pais emocionalmente inteligentes é em sim de enorme proveito para a criança. A maneira como um casal lida com os sentimentos entre si, além do seu trato com a criança, passa poderosas lições a elas, que são aprendizes astutas, sintonizadas com os mais sutis intercâmbios emocionais na família. Quando equipes de pesquisa chefiadas por Carole Hooven e Johon Gottman, na Universidade de Washington , fizeram uma microanálise das interações em casais sobre como os cônjuges tratavam os filhos, constataram que os mais emocionalmente competentes no casamento eram também os mais eficientes na ajuda aos filhos em seus altos e baixos emocionais.(DANIEL GOLEMAN , 1996,Pág.204)


Um casal desprotegido emocionalmente, com baixa alto-estima, entrega à sociedade, crianças e jovens inseguros, agressivos, repletos de vícios emocionais, também com baixa alto-estima, que afetará diretamente a escola e todo o processo de aprendizagem.

Incitá-la-emos a dominar as suas reações de impaciência, de teimosia; a encontrar um prazer em tapar fortemente a boca antes de pronunciar uma palavra feia, iminente, a frear seus impulsos para evitar um acesso de raiva. Que alegria quando o esforço é coroado de sucesso: uma nova rosa é colocada na roseira de suas boas ações; pouco a pouco, ela vai tendo consciência de seu poder sobre seus nervos, sobre suas más inclinações e, à noite, dirá à mãezinha comovida: Custou-me muito hoje, mas acabei vencendo!
Nós, pais, por meio de um trabalho de atenção e observação, devemos ensinar à criança o esforço de libertação e triná-la à disciplina interior. Como é patético ver a criança entregue às suas próprias forças, iniciando a luta eterna entre as mais opostas tendências, luta essa que a acompanhará até o fim da vida. Conhecerá, então as primeiras contradições, as primeiras angústias da liberdade humana. Sim, isto é comovente para quem ama, observa, e é digno de nossa atenção respeitosa: uma criança pode ser algo de tão grandioso! (VÉRINE ,1965, Pág.:33)


Uma das maiores causas da perda da auto-estima do aluno,é a falta de limites, na família e na escola. É proibido proibir!
Em casa desde cedo acostumado a ver realizados todos os seus desejos e depois na escola, com a crise da autoridade do professor, o jovem não possui limites de disciplina para viver bem em sociedade. Surgem os tipos bullyngs, os acomodados, os desinteressados, os mentirosos, pois são acostumados a uma educação permissivista, não têm a fortaleza, o espírito de sacrifício, tão necessários para alcançar um ideal almejado.

1.1.4- Preconceitos e problemas de saúde


Nunca valorizem um defeito físico de alguém ou um comportamento de alguém que vocês achem estranho. Valorizem suas qualidade e respeitem as diferenças. Jamais coloquem apelidos que diminuam as pessoas. Mesmo em tom de brincadeira, não copiem os programas de humor que debocham das características dos outros para fazer a platéia rir. Os verdadeiros pensadores são apaixonados pela humanidade, conseguem colocar-se no lugar dos outros e enxergar o invisível.(CURY, 2007, Pág:101)


Os preconceitos, seja pela cor, raça, composição física, temperamento, e os problemas de saúde de determinadas crianças ou jovens, podem ser motivos de escárnio e agressão física ou verbal, dos colegas que se auto-denominam como normais, e assim colocá-los em nível de inferioridade diante da classe ou do grupo, seja por palavras ou ações que os discriminam perante o ambiente social.


Toda vez que os colegas agridem, diminuem, discriminam ou rotulam outros colegas, eles cometem o fenômeno bullying, se tornam agressores, controladores e até carrascos emocionais deles. Entre crianças e adolescentes existem muitas brincadeiras. Algumas são saudáveis, estimulam a criatividade e o prazer. Entretanto, outras machucam profundamente a emoção e geram traumas na personalidade. (CURY , 2007, Pág.97)


Estes ares de superioridade e falta de caridade de muitos jovens, trazem a baixa auto-estima ao colega que sofre as agressões, deteriorando seu psiquismo, retirando-lhe a vontade de estudar e tornando-o muitas vezes, um aluno medíocre, agressivo com colegas e professores, arredio dos familiares e muitas vezes entregue às drogas, bebidas, prostituição, enveredado por caminhos de difícil retorno. Tudo isso devido a um preconceito e dificuldade de inclusão por parte dos colegas.
Segundo Goleman,(1996,Pág.267) “compreensivelmente, os que são rejeitados apresentam grande ansiedade e muitas preocupações, além de ficarem deprimidos e solitários.” Por isso a escola atualmente trabalha tanto em suas disciplinas a inclusão social, que é a aceitação das diferenças, pois todos nós somos diferentes uns dos outros, e a beleza existe nestas diferenças.
É o que enfoca Sacristán(2001, Pág.223) “Os sujeitos da educação são seres individualizados, diferentes entre si.” Ninguém é igual a ninguém, cada ser humano merece atenção especial de acordo com sua individualidade e devem ser motivados tendo em vista a valorização das inteligências múltiplas, buscando fazê-lo encontrar o seu ponto forte para ser desenvolvido em prol dele mesmo e da sociedade em que vive.


1.2– Conseqüencias da baixa AUTO-estima


Foi analisado então anteriormente, as causas da baixa auto-estima em jovens, na opinião de diversos autores, e neste item verifica-se as conseqüências para a vida diária e sucesso ou derrota do jovem no decorrer de sua existência, referente à posição que se coloca ante a sua auto-estima e suas relações em sociedade.

Comentou que várias pessoas disfarçam sua verdadeira identidade, quem são, o que realmente pensam, suas verdadeiras intenções. Conversam muito, mas calam sobre si mesmos. Outras entretanto, mais sensíveis, sinceras, e, as vezes, mais carentes, revelam seus sentimentos sem barreiras e criam fortes vínculos com quem está do outro lado da tela. Sem os conhecer fisicamente, elas o transformam em seu príncipe virtual ou sua Cinderela virtual. Vivem um paixão intensa. (CURY , 2007, Pág.48)

É o que muitas vezes verifica-se nos jovens estudantes com baixa auto-estima. Eles nutrem um grande amor pelo virtual, se tornam prisioneiros das telas e cada vez mais distante do mundo real. Já não têm mais disposição para o estudo, para um bate papo entre amigos, para a igreja, para praticar uma ação de caridade, para sair com a família, mas preferem a vida num mundo irreal, imaginário, que vê e ouve através da internet.
Também é interessante notar os fenômenos da anorexia e bulimia:

A anorexia, também conhecida como anorexia mental ou nervosa, é um distúrbio típico da alimentação em que o alimento é rejeitado em todos os aspectos. Os motivos são muitos, mas antes de tudo, porque, segundo os pacientes que a apresentam, engordar não é bom e a magreza é sentida como algo puro, etéreo, celestial. Não comer torna-se símbolo de rejeição a todas as relações com a vida, portanto, acabam profundamente depressivos e insatisfeitos consigo. Não há o justo sentido do próprio valor e suas expressões mais comuns são: não valho nada; em mim não há nada de interessante; sou um monstro; os outros são muito melhores que eu.(...) (LONATA, 2000, Pág 24)


Muitas vezes rejeitados na classe, por qualquer motivo que foge ao controle da percepção imediata do professor e equipe pedagógica, ocorre a baixa auto-estima refletida em anorexia e conseqüentemente no desinteresse pelo estudo, culminando na não aprendizagem.
Outros enveredam-se por um outro extremo que é a bulimia. Segundo Lonata (2000, pág.24), “trata-se da fome exagerada, em que o ato de comer se torna justamente a reação contra as decepções emotivas; na bulimia, tem-se realmente fome, mas de afeto.” O afeto da família que não possui, dos colegas que discriminam e até do professor, que atarefado com uma turma enorme não percebe o apelo do jovem com estas dificuldades.Certamente um jovem que se entrega também, ao mundo da bebida e das drogas de maneira geral, já possui uma baixa auto-estima de si mesmo, pois busca a fuga de seus problemas se embriagando, se drogando, a fim se sair da realidade vigente, buscando um mundo irreal, não de alegria, mas de euforia, não de paz, mas de barulho e confusão.

É grande o número de jovens que hoje acabam com a própria vida no mundo das drogas, em uma overdose, atrás das grades, ou assassinados no mundo do narcotráfico. A razão principal do seu uso estar aumentando no mundo todo é a destruição das famílias, segundo o modelo cristão, além de outras causas. Para o jovem indefeso e desamparado, muitas vezes se torna uma fuga de uma situação familiar que ele não agüenta mais: briga dos pais, separações, carência afetiva, etc. O uso da droga vai aumentando cada vez mais quando se vicia. O dependente muitas vezes começa a roubar para comprá-la e entra no mundo do crime... e a coisa vai piorando... (FELIPE AQUINO , 2008, pág.:66)


Assim sendo, ao contrário de abrir-lhe novos horizontes, como acredita de início, vai se envolvendo cada vez mais com o mundo da preguiça, da mentira, da falsidade e por fim do crime, quando a volta sem o auxílio de alguém especial será ao praticamente impossível de acontecer.
Na escola, se já não levava o aprendizado a sério, agora, com a bebida ou as drogas é que não levará mesmo, pois está desprovido totalmente de sua auto-estima e escravizado pelo vício.
Em Provérbios 23,21 vê-se escrito: “Ouve, meu filho: sê sábio, dirige teu coração pelo caminho reto, não te ajuntes com os bebedores de vinho, com aqueles que devoram carnes, pois o ébrio e o glutão se empobrecem e a sonolência veste-se com andrajos.”
O jovem que embriaga-se com facilidade, ou usa drogas, buscando um maior bem estar consigo e com os outros, não será um vencedor, pois ao contrário de melhorar sua baixa auto-estima, terá recaídas piores conseqüente destes vícios e dependências. Assim virá a total falta de vontade estudar, trabalhar, de agir no bem e na virtude, atitudes que fazem do homem um grande perdedor.
Também a entrega ao sexo livre, sem compromisso, é conseqüência da desvalorização pessoal.

A luta para viver a castidade fortalece em você o auto-domínio sobre as paixões e más inclinações do coração, preparando-o, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos e das paixões. Ser homem não é dominar os outros, mas dominar a si mesmo. Os homens e mulheres que mais contribuíram para o progresso do ser humano e do mundo, foram aqueles que souberam dominar as suas paixões e sobretudo, viver a castidade. (AQUINO, 2005. Pág.100)

Um jovem ou uma jovem que já não se valoriza mais, tende a entregar-se a qualquer pessoa sem amor, e viver uma vida de liberdade sexual, aparentemente compensadora de suas frustrações, cujos frutos são doenças como AIDS e outras, e o enfraquecimento cada vez maior da vontade
E neste contexto o valor da escola e da aprendizagem ficam relegados em segundo plano, pois já não vivem mais na perspectiva de um futuro melhor, mas com a idéia fixa no presente, sem auto-domínio, sem sonhos, presos às frustrações de cada dia.
Outra conseqüência é o ingresso no mundo do crime. E as escolas sofrem:

Sofrem com a violência da criminalidade, que implica desistência do futuro para muitos jovens e parece ser o único meio de acesso aos bens, numa sociedade desigual, preconceituosa, de consumo, sem perspectivas, sem projeto. Por outro lado é um negócio tão rentável para o sistema! Movimenta bancos, imobiliárias, vendas de carros, motos(sonhos de consumo). São crimes que acontecem sob o imperativo do gozo “já”. Mostrando como a rapidez e o imediatismo se impõem como valores. Mostrando, claramente,a semelhança dos crimes de ricos e pobres. São crimes do conformismo. Todos estes jovens acreditaram nos valores da mídia, do “ter é poder”. Já. Sem sonhos. Sem resistência. (SCHILLING, 2008. Pág. 93,94)


Sem motivação para o estudo, sem visão de futuro e necessitando sobreviver, almejando um tempo presente repleto dos bens de consumo propagados pela mídia, os jovens ficam a mercê daqueles que ao menos aparentemente os acolhem prometendo um presente feliz. E os traficantes fazem isto muito bem.
Na maioria das vezes este é um caminho sem volta!


Capítulo 2
Família X auto estima do jovem


INTRODUÇÃO

Neste capítulo trata-se da importância de uma família bem estruturada para que a criança possa sentir-se segura e ter auto-estima. Assim como o jovem, livre das situações conflitantes que existem em grande parte das famílias, da desestruturação familiar, fruto do orgulho e falta de Deus, possa ser um jovem de valor na sociedade, contribuindo para melhorar a parte do mundo em que vive.

2.1– A família no mundo de hoje

O secularismo, a imaturidade psicológica e diversos outros fatores socioeconômicos e políticos tornam freqüente o abandono dos valores morais. Isso gera famílias incompletas, casais em situação irregular, um número crescente de casamentos contraídos no âmbito civil sem celebração sacramental e uniões puramente consensuais. Aumenta a desestruturação da família, com a emergência de vários modelos de contrato nupcial, uniões livres, tendência à difusão do homossexualismo, à profissionalização da prostituição, a difusão do rompimento do vínculo conjugal e o número crescentes destas rupturas, ainda nos primeiros anos de matrimônio, as chamadas produções independentes e o aumento do número de mães(adolescentes) solteiras, de pais solteiros(a maioria sem responsabilidade e compromisso com a mulher e o filho) etc. Apesar de todos esses aspectos negativos, muitas famílias lutam para reafirmar sempre os valores cristãos, que estão bem acima desses fenômenos perturbadores. (CNBB, 2007. Pág. 26)



A família no mundo de hoje, de maneira geral encontra-se desestruturada, desacreditada e até humanamente falando, desprovida de melhores esperanças futuras.
Com a modernização total da sociedade após a entrada dos possantes meios de transportes e comunicações, o ser humano se afastou do seu princípio verdadeiro que é Deus e conseqüentemente de muitos valores úteis, inclusive os morais. Assim atualmente a maioria das famílias são incompletas diante da visão cristã.
“Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.”( GEN; 2,24)
Deus instituiu a família e planejou o seu futuro: ser a célula mãe da sociedade. Mas a família no decorrer dos séculos vem desviando-se da vontade Divina e tomando rumos cada vez mais afastados dos desígnios do Criador e se auto-destruindo. A ausência de Deus é o problema principal, causador de todos os outros. A face de Deus vista e cultuada na família, é vivida através da compreensão, carinho, auxílio mútuo, satisfação de serem filhos de um Pai tão bom que os conforta nas dificuldades e promete-lhes um céu na vida futura. Isto é verdadeiramente motivo de união das famílias e bênção de paz para os lares. Mas as famílias atuais, expulsaram Deus dos lares e entronizaram a televisão, dispensando as bênçãos do Pai celeste para se apegarem aos maus exemplos dos artistas que vivem e transmitem aos telespectadores, uma vida de alegrias artificiais e passageiras. E foi certamente a sua ruína.
Famílias verdadeiramente estruturadas, ainda existem, com pai, mãe e filhos unidos entre si, e são alicerces da sociedade, pois há um equilíbrio real e não imaginário, dos fatores físicos e psicológicos entre um casal, homem e mulher que unidos procuram não só a própria satisfação sexual, bem como a felicidade de toda a família. E os filhos são naturalmente felizes, seguem uma trajetória de vida obedecendo os limites e com objetivos definidos, principalmente se forem cristãos, seguindo os mandamentos de Deus e visando um ideal de vida eterna.

Quando os pais e os filhos não se amam, a casa é um hotel. Um restaurante. Um bar. Uma loja. A família-hotel é um lar de desconhecidos. É um lar de estranhos e indiferentes. Os hotéis enchem-se de hóspedes, mas nem sempre são amigos. No hotel estão próximos apenas por causa das paredes, mas suas almas estão isoladas e fechadas. Não existem as mesas redondas e tempo para confidências e diálogos. Nos hotéis todos tem pastas na mão. São negociantes. Eles estão muito comprometidos com os papéis. A família-bar-restaurante-loja e hotel faz de sua casa apenas um lugar de repouso. A família é, então, um negócio rendoso. Onde ninguém se interessa pelas pessoas.(CANSI.1977, Pág. 200)

Assim verifica-se a maioria das famílias que ainda existem, um aglomerado de pessoas que dormem debaixo do mesmo teto, alimentam-se, algumas vezes da mesma refeição, conversam poucas vezes e os assuntos são divisão das despesas, onde não interessa-se pelo bem do outro, mas existe pelo contrário grande rivalidade e discórdias, muitas vezes silenciosas, dentro de cada membro que acha-se auto-suficiente.
Também existam casas que foram abandonadas por um dos cônjuges e os filhos precisam conviver com padrastos ou madrastas, que na maioria das vezes vivem a maltratá-los das mais diversas formas, notando-se também nestes casos muitas situações de espancamentos, expulsões de casa, abusos sexuais e até homicídios.
E isso tudo se agrava ante às situações de pobreza e as vezes até de miséria, onde os pais perdem seus empregos ou não conseguem um meio de sustentar sua família, vivendo em um submundo, quando muitas vezes sentem-se impelidos a roubar para viver.

Está provado, porém, que a violência só gera mais violência. A rua serve para a criança como uma escola preparatória. Do menino marginal, esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma sociedade violenta que lhe nega condições básicas de vida. Por trás de um garoto abandonado, existe um adulto abandonado. E o garoto abandonado de hoje é o adulto abandonado de amanhã. É um círculo vicioso, onde todos são, em menor ou maior escala, vítimas. São vítimas de uma sociedade que não consegue garantir um mínimo de paz social. Paz social significa pode andar nas ruas sem ser incomodado por pivetes. Isso porque num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades. Paz é não ter medo de seqüestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normal a idéia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a segurança. (GILBERTO DIMENSTEIN. 1994, Pág.39)


A criança chega então à escola vítima deste sistema econômico excludente, que prioriza o liberalismo econômico e a livre iniciativa, não lançando incentivos ao meio rural, provocando deste modo o êxodo rural, quando famílias ainda hoje, acreditam em melhores condições de vida na cidade e são totalmente iludidas, indo morar em favelas onde reina a criminalidade, as drogas e a violência, fatos praticamente inexistentes no tranqüilo mundo rural de onde migrou.
A família é palco de crises de todos os tipos, as quais ferem a dignidade humana e que refletem diretamente na escola e na sociedade, criando indivíduos sem auto-estima, dispostos a ir sobrevivendo do jeito que der, tocando em frente, deixando a vida levar, de acordo com a filosofia do Zeca Pagodinho.

2.2– Resgatar a família

Aqueles que foram chamados por Deus para formar um lar, devem amar-se sempre, com aquele amor entusiasmado que tinham quando eram namorados ou noivos. O matrimônio, que é sacramento e vocação, não pode se abalar quando chegam as dores e os contratempos que a vida sempre traz consigo. Aí é que o amor aprende a tornar-se mais firme. As contrariedades e os sacrifícios generosamente partilhados, unem profundamente o casal. Neste sentido, o espírito de sacrifício, o amor à cruz é indispensável para crescer na santidade conjugal.(CNBB. 2007, Pág.117)



A solução para amenizar ou colocar fim nos problemas de aprendizagem relacionados à auto-estima devido a questões familiares, está no resgate da família, como primeiro grupo social, digno de todo respeito e reverência da sociedade. Famílias realmente formadas com sólidos alicerces psíquicos e religiosos para que resistam às intempéries de situações problemas que certamente virão, mas podem ser solucionados em conjunto se houver verdadeira maturidade no amor entre os cônjuges, firmado no respeito e compromisso assumidos com Deus Pai criador e senhor do mundo. Um amor transcendente, que consegue se feliz, ter alegria interior, no cumprimento dos deveres de cada dia, mesmo que com dificuldades e problemas inevitáveis, educando os filhos no bem e na virtude. Os objetivos das pessoas que desejam formar um lar devem ultrapassar as barreiras naturais e visualizar o sobrenatural, a missão que Deus confiou-lhes de educar os filhos, contribuindo com a obra da criação.

Sem dúvida este é um apelo altamente desafiador, porque as famílias são chamadas a preparar seus membros para se inserirem criticamente no mundo, tornando-os capazes de provocar mudanças importantes na sociedade em que vivem, para nela construir o reino de Deus. Isso supõe o desenvolvimento da consciência crítica nas pessoas para que possam dialogar com as várias ideologias correntes de pensamentos existentes. Capazes inclusive, de aproveitar tais contatos para comunicar a todos a Boa-nova de Jesus Cristo. Portanto, ao invés das famílias se fecharem e se protegerem em redomas, esse é o tempo de se provocar uma maior aproximação com aqueles que têm estruturas diferentes.(LUZIA RODRIGUES. REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ. ANO 51Nº 59,8.1985,PÁG. 10)


Resgatar as famílias significa mostrar-lhes o seu verdadeiro valor, dar-lhes o devido lugar na sociedade, não de famílias despedaçadas como existem em demasia, as quais não atraem ninguém a elas, não caricaturas de famílias das quais os jovens fogem de constituir, por medo. Mas famílias dignas realmente das designações de célula vital da sociedade, santuário da vida, onde se promovem a paz e o amor. E assim serão luzes que refletirão em novas famílias verdadeiramente estruturadas, serão incentivos para que os jovens possam ter coragem de formar uma união duradoura e estável. Estas famílias serão multiplicadoras de crianças e jovens saudáveis interiormente, bem educados, comprometidos não só com o seu mundo familiar, mas com o bem estar de toda a comunidade, jovens de consciência crítica, que sabem lutar pacificamente pelos seus direitos, que aceitam as opiniões alheias, contestando-as com educação e respeito, que sabem conviver com as diferenças, respeitando-as em todas as situações. Famílias como a família de Nazaré, onde todos, Jesus, Maria e José amavam-se mutuamente e trabalhavam para seu sustento e na divulgação do Reino de Deus. A sociedade necessita de famílias que evangelizem famílias, para que todos lutem pelo mesmo ideal cuja finalidade foram criados que é o ideal de conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, para depois ser feliz para sempre, no céu. Toda pessoa humana que segue este princípio e conseqüentemente toda família que faz dele a sua meta, atinge a felicidade neste mundo, e aqueles que pelo contrário, traçam para si novas rotas, encontram a infelicidade.

Os filhos precisam de uma família onde o pai não seja um super-homem nem a mãe uma super-mulher, e sim onde todos sejam bons e façam esforço para serem um pouquinho melhores do que já conseguiram ser.Se eu tivesse que escolher entre nascer numa família de alta sociedade e uma família pobre, eu escolheria a mais humana das duas. A situação econômica talvez não fosse critério suficiente para uma boa escolha.(Pe. ZEZINHO.1977,Pág.52)

Interessante esta afirmação, pois comprova a idéia de que não é preciso que a família seja rica para viver unida e ter felicidade. Não é necessário que pais ultrapassem os limites de suas capacidades, pois são humanos, possuem defeitos também, devem ser compreendidos entre si e pelos filhos. A riqueza ajuda, ter dinheiro não é coisa ruim, apesar de vermos muitas famílias ricas serem infelizes e desunidas. Mas o que realmente interessa, para uma família ter paz e educar os filhos sadiamente é a capacidade de amar verdadeiramente, sabendo que existem dificuldades, divergências entre seus membros, todos os problemas acima citados, mas tendo maturidade em superá-las em conjunto, com união, respeito, mentalidade ligada em Deus e seguindo o que o próprio Jesus Cristo pediu: “Tome a sua cruz e siga-me de perto.” (Marcos, 8;34) É preciso que cada membro da família, iniciando pelos pais, a fim de serem exemplo, transforme-se cada dia para melhor, reconhecendo seus erros e corrigindo-os, nunca deixando o orgulho dominar o ambiente, vivendo uns para os outros em paz. O abandono da família em busca de outra, por algum dos membros, não trará felicidade alguma, porque ninguém é perfeito. O importante é a busca da perfeição, é melhorar a cada dia. O homem que busca a mulher perfeita está sozinho até hoje e também da mesma forma a mulher que busca o homem perfeito vive sozinha. Para melhorar a si mesmo não é necessário sair do corpo e sim transformá-lo para melhor. Da mesma forma a família. Para que se possa restaurá-la não é necessário abandoná-la, mas transformá-la para melhor. Esta decisão é muito mais difícil que abandonar a família e só acontece com o auxílio de Deus. É muito fácil abandonar o barco quando está afundando, o difícil é remar e tentar reverter a situação para que a embarcação não seja perdida.

Jesus falou sobre o processo de transformação espiritual como uma tarefa que precisamos abraçar repetidamente todos os dias. Ele convidava as pessoas para tomarem a cruz porque sabia que se tratava de um processo trabalhoso. Ele não oferecia às pessoas uma mudança instantânea. A vida melhor era para ele a própria decisão de percorrer o caminho difícil para segui-lo de perto.Esta escolha é o constante crescimento. As mudanças rápidas são freqüentemente temporárias, mas o crescimento lento transforma profundamente. (BAKER,2005. Pág. 69)


Assim, a família que dialoga entre si, conhece suas limitações, as dificuldades e problemas de cada um de seus membros, pode ir ajudando-se mutuamente a fim de crescerem juntos, tanto materialmente como espiritualmente, dando ao ambiente escolar e conseqüentemente ao mundo, filhos emocionalmente sadios, que auxiliarão na eterna construção da sociedade.



Capítulo 3
Escola, Sociedade, Igreja e a auto estima do jovem

Introdução

Neste capítulo pretende-se afirmar, como a Escola, a Sociedade e a Igreja, apesar de terem suas gerências próprias e caminhos diferenciados, podem contribuir, na educação de crianças e jovens, elevando sua auto-estima, sendo portanto motivadores de uma aprendizagem que faz sentido para a vida presente e futura destes indivíduos.

3.1– A escola da atualidade - fracassos e esperanças

Se antes a escola pública era para muito poucos – portanto não era pública e sim grátis, possuía bons padrões gerais de eficiência e eficácia para com seus objetivos. Agora, a escola pública é para muitos, mas como não foi planejada e estruturada para essa missão encontra-se desorientada, sem energia suficiente para suas ações e com todos os padrões anteriores desejados se deteriorando. Pior ainda é quando encontramos na esfera pública, escolas preocupadas somente em passar informações técnicas, formando recursos humanos para o mercado do trabalho, enquanto a construção do conhecimento – essencial ao cidadão - fica sem segundo plano e não é sua prioridade. Assim, as disciplinas nos levam às regras e comportamentos previamente escolhidos e determinados, enquanto a regra de fugir também das regras, como tanto acontece na vida e na natureza, não são estimuladas. Resultado: jovens e futuros adultos passivos, sem autonomia, violentos e agressivos, pois são dia-a-dia violentados em suas essências, na liberdade, no não reconhecimento de poderem ser eles mesmos.(FREITAS, 2000. Pág.121)


O livro Pedagogia do Amor, demonstra muito claramente a situação das escolas atuais de maneira geral. A escola pública, sendo para todos, deveria realmente atender a todos em suas individualidades para torná-los cidadãos do mundo, prontos a lutar pelos seus direitos, mas também dispostos a cumprir seus deveres. O que definitivamente não acontece. As escolas, de maneira geral, só estão preocupadas em passar informações para que o aluno seja um futuro técnico, apto a trabalhar e gerar lucro. Não que isso não seja importante. É importantíssimo que o jovem saia da escola, pronto a prestar um vestibular para se especializar, sendo no futuro um profissional de sucesso, mas não é o essencial. Vê-se atualmente profissionais bem sucedidos, serem péssimos em suas relações humanas, profissionais bem sucedidos que não preocupam-se com a situação dos menos favorecidos a fim de melhorarem suas condições, vê-se profissionais bem sucedidos construindo bombas ditas inteligentes a fim de destruírem seres humanos, profissionais bem sucedidos seguindo as fileiras dos corruptos, passando o semelhante para trás, desrespeitando as leis e as autoridades ou fazendo mal uso de sua própria autoridade, vê-se profissionais bem sucedidos, cegos pelo consumismo exagerado e escravos da mídia. Isso tudo é reflexo de uma escola que ainda não atingiu o mínimo grau de perfeição, uma escola imperfeita, que não estimula a auto-estima do jovem. “Nunca houve tantos jovens aprisionados no território de sua emoção.”(CURY, 2007. Pág.24)
Muitas vezes esta escola vive realidades difíceis, como escolas em favelas, escolas com turmas mistas em zonas rurais, escolas em locais de extrema pobreza. Hoje com a ótima iniciativa da educação inclusiva, alunos portadores de necessidades especiais na sala de aula. São situações complexas que requererem muita formação continuada dos professores e disponibilidade de pessoal capacitado, inclusive psicopedagogos, para atuarem nas escolas. Também a merenda escolar necessita de melhorias, pois com a barriga vazia é difícil a aprendizagem e vê-se uma disponibilidade de verbas cada vez menores e uma enorme falta de compromisso dos governos no que se refere a este item. A informatização das escolas é lenta, não acompanhando a modernidade. Muitas vezes ganha-se laboratórios de informática através de projetos em parceria com algum Banco, mas não se coloca em funcionamento, devido à falta de profissionais capacitados para atuação nesta área.

Os professores não são valorizados socialmente como merecem, não estão nos noticiários da TV, vivem no anonimato da sala de aula, mas são os únicos que têm o pode de causar uma revolução social. Com uma das mãos eles escrevem na lousa, com a outra, movem o mundo, pois trabalham com a maior riqueza da sociedade: a juventude. Cada aluno é um diamante que, bem lapidado, brilhará para sempre.(CURY, 2007. Pág.89)


Neste contexto é preciso muita coragem e desprendimento do professor para que mesmo com vencimentos mínimos e desvalorização perante a sociedade atual, possa comprometer-se em educar para a vida e fazer a sua parte no mundo das idéias.

Será que conseguimos nos livrar totalmente da ideologia do dom? É fácil afirmar, de modo abstrato que todos os alunos podem aprender se conseguimos criar boas condições, torná-los ativos, propor-lhes tarefas interessantes que estejam a seu alcance. Mas como não acreditar, às vezes, que o fracasso escolar é uma fatalidade? Como conservar a fé, dia a dia, diante da experiência contínua do fracasso, diante da desproporção entre os esforços de remediação e os resultados visíveis, diante da boa vontade muitas vezes limitada ou frágil dos alunos em dificuldades, diante da pouca cooperação dos pais? Com freqüência, a decepção provoca o mais profundo cinismo, um recuo nas rotinas, o abandono de qualquer ilusão. Que podemos fazer para superar o fatalismo? Jamais esperar resultados espetaculares, lembrar de que a aprendizagem é uma questão de tempo, que as crianças realmente em dificuldade têm esse problema em vários âmbitos, que é preciso reconstruir estruturas ou motivações. Também é preciso conscientizar-se que nem tudo se resume à ação de um professor, que a escolaridade é um longo caminho, que nenhum esforço é perdido, mesmo quando não provoca resultados a curto prazo. (PERRENOUD, 2001.Pág. 43)


Assim, percebe-se que devido a tantos problemas o educador é tentado a desacreditar a perder a esperança, a dizer que existe o fatalismo, existe aquele aluno que aprende e o que não aprende. E a tendência é ir para frente, dar o conteúdo do currículo secamente, e acompanhe quem quiser.
O autor sugere que o professor não espere resultados enormes, resultados gratificantes, já no momento presente, mas que continue firme, ensinando com amor e carinho, motivando o educando, mesmo que não veja retorno imediato. Certamente ensinar é uma questão de paciência, também não depende somente do professor ou da escola em si, mas de todos os fatores que estamos verificando neste estudo. É preciso coragem para ser aquele beija-flor que levava no bico gota por gota de água, para apagar o incêndio na floresta! É preciso união com os outros grupos sociais e entidades educativas. É preciso ser amigo dos jovens para levantar sua alto-estima e mostrar-lhes do que são capazes.
Segundo CURY, 2007, Pág 20, “Quem ama seu mestre, ama a matéria que ele ensina. Quem não ama seu professor, dificilmente amará sua idéias.”
Quando não existe o desânimo, mas a perseverança, consegue-se resultados positivos a longo prazo.

O educador deve resolver o problema mais difícil que o mundo nos apresenta: conciliar elementos contraditórios: autoridade e liberdade; carinho e respeito; doçura e firmeza; alegria e gravidade; disciplina e espírito de iniciativa. Só atingirá este objetivo por um perpétuo controle e domínio de si próprio, por uma lenta e difícil ascensão; e deverá adquirir, antes de tudo, o senso de observação e o dom da compreensão.( VÉRINE, 1965, Pág.10)


Vê-se que o educador precisa acreditar que é capaz de mudar, para que a escola mude para melhor. Saber dosar, colocar limites ordenados às suas ações, porque afinal de contas existe realmente um permissivismo, uma crise de autoridade, uma decadência de valores da pessoa do Professor, que atrapalha o processo escolar. Mas o professor deve sentir-se livre para agir na sala de aula, nunca pode perder a auto-estima, a capacidade de ser bom, de querer melhorar seus alunos, apesar de tudo, pois é ele que tem a função de com sua alegria, coragem e determinação, transformar mentes desoladas e desmotivadas, em verdadeiras capacidades que cuidarão do nosso mundo e farão dele um mundo melhor.
Assim, o professor dever adquirir ao longo de sua caminhada profissional, uma personalidade firme, formada, para que nenhuma falta de reconhecimento, ou injustiça que venha a sofrer, atrapalhe a sua paz interior, que é fonte de luz a qual impulsiona-o a fazer o bem a tudo e a todos, sem preconceitos e indecisões, porque ensinar é preciso, custe o que custar.
Como está em CURY,2007, pág.19, “O poder de um ser humano não está na sua musculatura, mas na sua inteligência. Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria.” Precisa-se usar a sabedoria que está interiorizada em cada professor, deixar que ela cresça e apareça nos meios escolares e façam das escolas, verdadeiras fábrica de sonhos.


3.2 - O que falta à sociedade contemporânea?

O Brasil se formou fazendo muros e não pontes entre seus habitantes. No começo, os muros separavam negros dos brancos, a casa-grande da senzala. Hoje, separam as favelas e os condomínios, os shoppings e as ruas dos centros das cidades. Na escola, nos hospitais, no transporte, em cada serviço há um muro separando as classes sociais. Até a justiça é separada: de um lado, justiça dos pobres que prende quem rouba comida no supermercado; do outro, aquela que deixa livre os que roubam milhões. Porém, quando excepcionalmente um rico vai preso, há um muro separando as cadeias: a comum para uns e a especial para outros. E cada vez que um muro não consegue manter a separação, em vez de se construir pontes constroem-se novos, mais altos e mais grossos muros.(BUARQUE, 2007, Pág.32)


O que vê-se na sociedade contemporânea é reflexo de tristes fatos ocorridos no passado. Por isso diz-se que o país que ignora o passado não tem futuro, pois repete-se os mesmos erros cometidos em tempos remotos.
O ar de superioridade de alguns poucos privilegiados contra a maioria menos favorecida gerando segregação, é fato desde os tempos primeiros, com a discriminação do índio, do pobre, do doente, do idoso, e principalmente do negro que era escravizado nas fazendas de cana-de-açúcar e mais tarde nas lavouras de café.
Hoje em dia os direitos humanos muitas vezes estão somente no papel e o pobre continua discriminado, relegado a um segundo plano, na maioria das vezes sofrendo com sua família a falta de um trabalho digno para dar melhor condição de vida aos filhos. A discriminação existe não para negros, índios, ou doentes, ou idosos em particular, mas ao pobre de maneira geral. A sociedade brasileira é excludente, quando dispensa um tratamento diferenciado a um negro rico, como por exemplo um jogador de futebol e um negro pobre. Assim as comunidades que formam a grande sociedade brasileira, perdem a sua auto-estima e entregam-se ao desespero, como roubos, tráficos drogas, ateísmo e outros. E como uma sociedade sem auto-estima, passará auto-estima a seus filhos? Ninguém dá o que não tem.

Ser reconhecido como alguém que é importante para os outros é um vínculo essencial para a integração no espaço social, além de ser uma necessidade básica do sujeito. Trata-se de um laço social cuja transcendência podemos ver em diferentes níveis: desde a carência que supõe a falta de aceitação da pessoa nas relações face a face até a carência que pode ser produzida nos vários âmbitos de atividade social em que, potencialmente, a participação do indivíduo pode ser motivo para sua realização. Qualquer forma de exclusão do indivíduo é uma negação ou uma rejeição a ser ele mesmo, a pertencer, a se sentir fazendo parte dos demais. É como declará-lo incompatível com os outros, fora da rede social.
(SACRISTÁ, 2002.Pág.119)


Quanta exclusão no meio social! Quantas favelas, ao lado de condomínios ricos! É fruto de uma sociedade imatura, que elege representantes corruptos para os cargos de legislativo, e estes beneficiam-se do cargo para se promoverem cada vez mais, ficando ao lado dos poderosos e só lembram-se de seus eleitores na época de novas eleições e se são presos por crimes contra o erário público, ficam em celas especiais, enquanto o pobre amontoa-se nas celas, com criminosos de todos os cabedais.
Como isso não poderia refletir na escola? A Educação é a primeira que sofre. Recebe-se alunos sem auto-estima, agressivos, desacreditados, desatentos, sofridos interiormente. E na maioria das vezes a escola não está preparada para receber tal clientela como vimos anteriormente, inclusive por razões de não ser prioridade nos governos até os dias de hoje. Vê-se em Buarque, 2007, Pág. 45, que “para distribuir renda é preciso que a escola de fato ensine e as crianças aprendam: pagar bem aos professores e professoras que tenham boa formação e dedicação é a primeira condição para a qualidade da escola.”
Enquanto acredita-se que a salvação para o Brasil está na Educação, não faz-se acontecer a valorização da mesma, não investe-se como deveria. E a sociedade continua com as mesmas características de sempre: os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, pois sem educação de verdade, a sociedade fica atrofiada, as pessoas não sabem criar oportunidades para si próprias e para os outros, vivem limitadas, pois são carentes de auto-estima, acham-se inferiores à minoria que tem estudo, ou pela ânsia em querer acompanhar o consumismo atual e não conseguirem. “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”( Lucas 12;34) E o tesouro da humanidade contemporânea é o ter bens materiais e não o ser honesto, tolerante, bom, caridoso, responsável, culto, perseverante, trabalhador, etc. Os verdadeiros valores que trazem a paz, estão relegados a um baú de madeira, enquanto os falsos e passageiros estão bem a vista nas vitrines da vida.

O culpado era o sistema social que expandiu o número de necessidades, nem sempre necessárias, e o número de informações como nunca ocorreu na História, entulhando a memória dos jovens, fazendo-os construir pensamentos numa velocidade jamais vista, a não ser em tempos de dificuldades e calamidades. Os alunos pensavam em dezenas de coisas num pequeno espaço de tempo. Os professores compreenderam que toda vez que se aumenta a velocidade do pensamento gera-se ansiedade, inquietação e insatisfação. Descobriram que atualmente o conhecimento dobra no máximo a cada cinco anos, o que no passado demorava séculos. O excesso de informações, somado ao desespero pelo consumo, a preocupação excessiva com a estética e a moda, registravam-se no centro consciente da memória das pessoas, deixando inúmeros arquivos abertos....Além de ansiosos, são irritados, possuem uma emoção flutuante, num momento estão alegres, noutro explosivos. Não se concentram, não se interiorizam e ainda por cima detestam a rotina, por isso não se cansam de dizer: não tem nada para se fazer nesta casa!( CURY. 2007,Pág.90)


Infelizmente nossos jovens vivem numa sociedade consumista, que segrega, discrimina quem não possui ou não ostenta bens materiais à vista de todos. A pessoa vale pelo que tem e não pelo que realmente é, não pelo ser, mas pelo ter. O que é verificado pelo grande Psicólogo e escritor Augusto Cury, nota-se realmente nesta sociedade atual: Excesso de informações, em sua maioria supérfluas, que ocupam desordenadamente a mente dos jovens, irritando-os, tornando-os insatisfeitos e inquietos com tudo e com todos. A exemplo disso vê-se o desespero para se acompanhar a moda, para ter o celular do lançamento, o relógio mais moderno, o tênis daquela propaganda, o perfume usado por tal atriz, e assim por diante.
Resultado disso é a perda da auto-estima, pois a maioria não consegue seguir este consumismo e se sente inferior por estar utilizando coisas “ultrapassadas”. Surgem então as discórdias nos grupos sociais em que freqüentam, brigas, assassinatos e até suicídios causados pela busca de bens materiais a fim de serem aceitos na sociedade, pois esqueceram-se que a beleza da vida está nas pequenas coisas e o interessante é ser diferente e não padronizado com a maioria.
A sociedade global passa por uma crise de exclusão que causa baixa auto-estima em todos os seus membros, independente de classe social, religião, cor ou raça. Falta aos seres humanos a união, o desapego aos bens materiais e a valorização real das pessoas através do amor, a fim de implantar-se a paz e o desenvolvimento sustentável do planeta. Pois como encontra-se em Mateus 12,25, “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído e toda cidade ou família dividida contra si mesma não subsistirá.”



3.3 – Deus no coração do jovem

É de grande utilidade a atuação social da Igreja, em seus movimentos de catequese, de grupos jovens de Pastorais e outros, que colocam bons princípios na mente dos jovens, dando-lhes liberdade de serem alegres, sem ofender a si próprios, a Deus ou ao semelhante. Ensinando-lhes a se relacionarem bem com Deus e com o próximo.

Jesus viu o trabalho de sua vida como a reconciliação da humanidade com Deus. As escrituras judaicas ensinavam que Adão e Eva haviam sido expulsos do Jardim do Éden por terem desobedecido a Deus. Do ponto de vista teológico, esse evento foi chamado de Queda, porque a humanidade caiu em desgraça em relação a Deus. A missão de Jesus era mostrar-nos o caminho de casa. Quando penso nesta Queda a partir de uma perspectiva psicológica, me pergunto: de onde eles caíram? A resposta que Jesus daria é a seguinte: De um relacionamento com Deus. O que a humanidade perdeu no Jardim do Éden foi o relacionamento íntimo com Deus. Jesus viu si mesmo como a ponte entre Deus e a humanidade. Essa foi a nossa redenção, o nosso relacionamento restaurado com Deus. Acredito que a vida seria melhor se pensássemos com mais freqüência que a nossa salvação consiste em restabelecer os relacionamentos rompidos. Quando um relacionamento se rompe, a maioria das pessoas se preocupa em descobrir o que está errado. Quando somos feridos, procuramos logo o culpado, querendo que pague por isso. Jesus, por outro lado, achava que as coisas poderiam ser reparadas a partir do que damos aos outros e não do que recebemos deles como forma de pagamento. Nós nos salvamos restaurando os relacionamentos.(BAKER, 2005. Pág. 51)


A Igreja tem uma atuação relevante na auto-estima dos jovens, quando mostra-lhes o caminho de solidariedade e amor que deve seguir a fim de viver bem neste mundo e no outro. Seu papel é difícil no mundo atual, assim como o da escola e da família que buscam mostrar os limites do homem neste mundo. Ninguém suporta limites! Mas o jovem que segue a Igreja e seus ensinamentos baseados no Evangelho de Jesus Cristo, certamente escolhe o caminho da vida, que lhe traz grandes alegrias e compensa suas possíveis frustrações, que com certeza ocorrerão em sua vida, através da certeza do amor de Deus por ele incondicionalmente. Essa certeza do olho de Deus que contempla-o dia após dia com carinho paternal, do braço de Deus que sustenta-o nas horas das dificuldades, da mão de Deus sempre estendida ao perdão, impulsiona-o a fazer o bem e deletar o mal até de seus pensamentos.
A missão da Igreja, como Educadora, é levantar a alto-estima dos jovens, dando-lhes oportunidades de crescerem espiritualmente, ensinando-lhes a serem solidários com o semelhante e com o diferente e principalmente colocando-o face a face com Deus, numa vida de verdadeira amizade com o Pai celeste, a exemplo de Jesus Cristo, que em todas as situações mantinha diálogo contínuo com Deus.
O jovem, para ser feliz, para ter uma atuação saudável na família, na escola e na sociedade, precisa relacionar-se bem em primeiro lugar com Deus, a fim de que todas as suas ações em prol do outro, em benefício da coletividade, seja respaldada num amor maior, o amor de Deus. Ver Deus na pessoa do próximo, lembrar sempre de que todos os seres foram criados por Deus à sua imagem e semelhança e a partir daí merecem nosso respeito e consideração. Assim terão verdadeira caridade, do contrário será mera filantropia, daquele que só faz o bem, com a finalidade de receber algo em troca como muitos políticos, não terão a recompensa eterna dos filhos de Deus . “Quando deres esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (Mt.6,4) A Igreja tem uma grande missão: colocar Deus na mente, no coração e nas ações dos jovens, para que suas vidas tenham sentido sobrenatural.
O culto aos bens materiais, o culto do amor possessivo e o culto de poder levam muitas vezes as pessoas a comportar-se como se fossem Deus: procurar assumir o controle total, sem ter qualquer consideração pela sabedoria ou pelos mandamentos que Deus nos deu a conhecer. Este é o caminho que conduz à morte. Pelo contrário, a adoração do único Deus verdadeiro significa reconhecer n’Ele a fonte de tudo o que é bem, confiarmo-nos nós mesmos a Ele, abrirmo-nos à força regeneradora da sua graça e obedecer aos seus mandamentos: este é o caminho para quem escolhe a vida. Um exemplo elucidativo do que significa afastar-se do caminho da morte para tomar o caminho da vida encontramo-lo numa página do Evangelho que todos vós – estou certo – bem conheceis: a parábola do filho pródigo. Ao início da narração, quando aquele jovem deixou a casa de seu pai, andava à procura dos prazeres ilusórios prometidos pelos falsos deuses. Dissipou a sua herança numa vida de vícios, acabando num estado de abjeta pobreza e de miséria. Tendo tocado o fundo, esfomeado e abandonado, compreendeu como tinha sido tonto em deixar seu pai que o amava. Humildemente regressou a casa e pediu perdão. Cheio de alegria, o pai abraçou-o e exclamou: “Este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e encontrou-se.”(Lc15,24) (BENTO XVI,2008.Pág.19)


Assim, os pais e professores devem ter o coração aberto cheio de amor a Deus, para que possam passar aos jovens o senso de submissão e amor ao Pai celeste, principalmente auxiliando-os no entrosamento em grupos religiosos,onde encontrarão colegas com semelhantes boas escolhas e sublimes ideais.
Somos nós que fazemos o mundo, se este mundo está mal, repleto de irresponsabilidades, cabe ao ser humano reconstruí-lo, e isto só será possível com o auxílio de Deus. Infelizmente os Homens, dotados de livre arbítrio, vivem expulsando Deus do meio deles. E o que acontece? Deus realmente se afasta, deixando todas as criaturas agirem por si mesmas e reagirem à má interferência humana. O Homem agride a natureza e esta, ofendida por tanta poluição, sujeira, depredações inúmeras, se revolta em doenças, enchentes, buraco na camada de ozônio, aquecimento global, etc. O homem submetido ao poder do mal fica qual filho pródigo, seguindo o caminho dos vícios que traz pobreza e miséria para si mesmos e para os outros, numa metáfora, dissipando os bens que Deus lhes confiou, tornando o mundo cada vez mais artificial e promovendo a destruição da vida no planeta. O jovem que pensa um pouco em sua vida, vendo tudo isso e inserido totalmente neste ambiente carente de fé e depredador, vê-se desamparado e sucumbe ao menor dos problemas, devido a perda da auto-estima, pois o que vê de si mesmo é a imagem do ser destruidor.
“Ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.”(BENTO XVI, 2008,Pág.32)
Mas este caminho ainda tem volta! Como o filho pródigo regressou ao seu pai pedindo perdão, cada ser humano precisa aprender a humildade, e passar aos filhos, aos alunos, às crianças e aos jovens de maneira geral, a necessidade desta volta ao abraço do Pai celeste que é Deus, a necessidade de ter Deus no coração, de não mais excluí-Lo de suas famílias, escolas, hospitais, creches, empresas, festas, cidades, países, mas aceitar a Sua presença paternal na sociedade contemporânea. Então os jovens melhorarão sua auto-estima, pois sentirão o amparo do Criador e o apoio de sua graça através do Espírito Santo. Ainda há tempo!
O problema de acreditar que as pessoas são fundamentalmente más, é que essa crença faz com que tenhamos vergonha de ser humanos. Criamos então um ser idealizado para fingir que somos diferentes. Quem considera a natureza humana desprezível e má, precisa descobrir uma maneira de se livrar da parte nociva e tornar-se um ser puramente espiritual que vive acima de tudo isso. O problema dos fariseus era acreditar que eles não eram como as outras pessoas. Eles se achavam mais espirituais do que humanos. Em outras palavras, acreditar que a humanidade é fundamentalmente má, faz você querer se afastar dela o máximo possível e só se associar àqueles que defendem idênticas convicções religiosas. Pessoas assim desprezam, mesmo que de forma inconsciente, aqueles que deixam de alcançar o seu nível de espiritualidade. Na terminologia psicológica, essa persona que eles criam é chamada de falso eu. O termo religioso é fariseu... A religião não nos tira da nossa condição humana, pelo contrário – a religião nos faz viver plenamente a condição humana.(BACKER, 2005. Pág.38)

Apesar de todos os males desta sociedade atual, o jovem precisa aprender a acreditar ainda, no potencial humano de si e dos outros, que acima de tudo são filhos de Deus e colocados neste mundo para dar testemunho Dele. “Deus os abençoou: Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.” (Gen.1;28) E esta confiança deve ser adquirida em suas relações com o semelhante, seja ele quem for, sem exclusões, e em suas relações com Deus através da oração.
O jovem precisa acreditar que o mundo ainda tem jeito! Que os seres humanos ainda são capazes de boas atitudes, como respeitar as leis divinas, defender a vida, preservar o meio ambiente, cuidar da água, zelar pela paz. Que aqueles que desviam-se do caminho da vida, certamente têm o desejo de retornar e seguir a meta do bem e da virtude. Que o mal não existe por si mesmo, mas se encontra no mundo devido à ausência do bem. Que dificuldades existem, errar é humano e precisa-se empregar mais vezes a tolerância e o perdão. Que ninguém precisa achar-se perfeito, pois não é! A perfeição é coisa espiritual, Divina e apesar de não poder desistir nunca desta busca, ela só será encontrada plenamente, na outra vida, no verdadeiro encontro com Deus.
O jovem precisa conhecer, amar e servir a Deus como força de perseverança no bem, para si e para os outros que vivem à sua volta. Deste modo suas vidas terão certamente, sentido mais amplo e não se perderão no materialismo, mas cultivarão o espiritual que eleva a alto-estima dos seres que acreditam e são realmente, amados por um Pai infinitamente bom e poderoso, que recompensa todos os gestos de bondade realizados por seus filhos e dispensa-lhes bênçãos espirituais e materiais, de acordo com suas necessidades individuais e coletivas. Segundo palavras de Jesus Cristo: “Tudo que pedirdes a meu Pai em meu nome, ele vos dará.” ( João 16;23)

Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a conviver com Deus, a elevar até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de assomar os lábios, porque cantam no coração. Dediquemos a esta norma de piedade o tempo suficiente; numa hora fixa, se possível. Ao lado do sacrário, fazendo companhia Àquele que ficou entre nós por amor. E se não houver outro remédio, em qualquer lugar, pois o nosso Deus está de forma inefável na nossa alma em graça.(ESCRIVÀ,1978. Pág 249)


por isso é tão útil as escolas que possuem em seu currículo o Ensino Religioso, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, onde existem professores cadastrados pela autoridade religiosa competente, concursados pela Secretaria de Educação, para ministrarem aulas de Educação Religiosa. Esta iniciativa reforça a religiosidade dos que já possuem, colocando para eles um momento para reflexão de suas atitudes como filhos de Deus e despertam valores religiosos naqueles que por qualquer motivo não foram acostumados a se dirigirem a Deus e vivem esquecidos do Pai Criador.
A oração é a elevação da alma a Deus. O jovem precisa ter consciência de que seus problemas podem ser ouvidos numa dimensão superior e quando todos os esforços deste mundo não lhe dão alívio, alegria pela compreensão; quando não tem mais força mental para estudar devido às situações problemas pelas quais está passando, Deus pode lhe dar a paz, pois é todo poderoso. Não é a droga, a prostituição, o roubo, o consumismo, a agressividade que irá trazer-lhe solução. Mas o Espírito Santo de Deus que está pronto a dar-lhe a força para evitar o mal que traz a morte e escolher o bem que precede a vida. E neste contexto é que entra a necessidade da oração, desta amizade com Deus, de se sentir um filho amigo e muito amado por Ele, para que a força do Espírito Santo lhe seja abundante, aumentando sua auto-estima e possa então, superar todas as dificuldades, inclusive as escolares.





Considerações Finais

Desta forma, vê-se que é possível amenizar os problemas de aprendizagem, decorrentes de baixa auto-estima. Primeiramente detecta-se as causas desta baixa auto-estima em cada aluno em particular ou grupo de alunos, podendo ser até uma causa geral de certa localidade, ao detectar-se em avaliação psicopedagógica, situações semelhantes de dificuldades numa mesma clientela de alunos.
Então tem-se a opinião de diversos autores que essas situações são a acomodação à atualidade, o ter em detrimento do ser, tarefas que produzem ansiedade e também a baixa auto-estima, falso ideal, sociedade erotizada, problemas familiares, ausência de limites, preconceitos e problemas de saúde, os quais contribuem para que o jovem sinta-se inferior diante do mundo a sua volta e buscando afirmação para o seu Eu, rebele-se em indisciplina escolar, em barreiras a qualquer tipo de ensino sistemático e limites que lhe é colocado na escola, gerando problemas de aprendizagem.
Trata-se também da importância da família bem estruturada, onde o jovem tem respaldo às suas necessidades tanto físicas, como psíquicas, morais e religiosas, para que ele seja então, um estudante de êxito. É preciso resgatar as famílias.
Descreve-se ao final a importância da escola, da sociedade e da Igreja, como instituições sociais capazes de realizarem algo em prol das situações de dificuldades de aprendizagem por falta de alto-estima, detectadas na comunidade a que fazem parte. Cita-se os fracassos e esperanças da escola da atualidade; os problemas da sociedade com a discriminação do pobre e a individualização dos direitos humanos, que possui efeito contrário, gerando a perda da liberdade individual, o consumismo que escraviza as pessoas, mostrando que não é este o caminho, mas sim o da solidariedade, da valorização da pessoa humana pelo ser e não pelo ter. Exemplifica atuações da Igreja para reverter a situação de perda da auto-estima dos jovens, colocando Deus em seus corações, sublimando suas ações no bem e na virtude.


Referências

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BAKER, Mark W.;Jesus, o maior psicólogo que já existiu; tradução de Claudia Gerpe Duarte. RJ; Sextante, 2005.
BÍBLIA SAGRADA
BUARQUE, Cristovam. Sou insensato; RJ;Garamond,2007.
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DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de papel; SP; Editora Ática, 1994.
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FERNANDÈZ, Alicia. A inteligência aprisionada; tradução Iara Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas,1991.
FREITAS, Nilson Guedes de. Pedagogia do amor: caminho da libertação na relação professor-aluno; RJ; WARK Ed., 2000.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional; Tradução Marcos Santarrita. RJ; Objetiva LTDA, 1996.
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LONATA, Pasquale. Saber amar-se, Psicologia Juvenil e relações familaires;Tradução Silva Debetto Cabral Reis; SP; Paulinas, 2000.
PERRENOUD, Philippe. A pedagogia na Escola das Diferenças – Fragmentos de uma sociologia do fracasso; Tradução Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.
PIA, sociedade das filhas de São Paulo. Revista Família Cristã, ano51, Nº591, outubro, 1985; SP; Edições Paulinas.
RIFAN, Dom Fernando Áreas; “Euntes Docete” “Ide Ensinai”; Comunicado Periódico da Administração Apostólica São João Maria Vianey; Nº 4- Julho\setembro; RJ; 2008
SACRISTÁN, J. Gimeno. Educar e conviver na cultura Global, As exigências da cidadania; Tradução Ernani Rosa; Porto Alegre; Artmed, 2002.
SHILLING, Flávia. A sociedade da insegurança e a violência na escola; SP; Moderna, 2004.
VÉRINE. Os dez mandamentos dos pais; Psycológica,volume nº15; Tradução Maria Luísa Toselli. SP; Paulinas, 1965.
ZEZINHO, Pe..A família em 1 minuto; “Coleção Pensamentos”;SP; Edições Paulinas;1977.


ANEXOS


1
- 20 caminhos para um efetivo fazer acontecer

1. Visualize com detalhes, como se tudo já estivesse realizado. Imagine com detalhes o estado desejado. Essa imagem cristalina é algo que irá naturalmente orientá-lo quanto ao que deve ser feito(como começar etc.).
2. Dê rapidamente o 1º passo. Confie nos "lampejos" que você tem. Se você sente confiança interior (não pense em explicar) aja sem hesitação e dê o primeiro passo. A natureza fará a seqüência acontecer (outros passos seus e de outras pessoas que você toca no primeiro movimento).
3. Faça tudo "de corpo e alma". Não seja "morno" "fazendo por fazer". Até o "impossível" se torna possível quando nos envolvemos integralmente.
4. Faça tudo com muita boa vontade e prazer. As probabilidades de dar certo aumentam tremendamente quando fazemos tudo com a mente alegre.
5. Seja otimista. Não se deixe influenciar pelos cínicos e pelos pessimistas. Ajude a construir o ideal, a cada dia dando o passo do dia.
6. Concentre-se nos seus pontos fortes. Ao invés de se deixar bloquear por eventuais pontos fracos, ancore-se no que você tem de melhor.
7. Concentre energia. Evite desperdiçar energia fazendo as coisas "de forma picada", ou começando muitos projetos sem nada concluir.
8. Decole e vá aperfeiçoando em pleno vôo. Planeje o suficiente. Evite "afogar-se" em planejamentos que nunca terminam ou planos que nunca saem do papel.
9. Esteja sempre focado na busca de soluções. Use sua energia na busca de soluções ao invés de desperdiçá-la lucubrando somente sobre problemas.
10. Crie condições favoráveis. Procure trabalhar as barreiras positivamente até que elas se enfraqueçam ou desapareçam ao invés de tentar atravessá-las à força.
11. Seja natural. Não seja derrotado pelo "excesso de esforço". Faça o que tem que ser feito e mantenha a tranqüilidade interior. Dê espaço para a natureza também fazer a sua parte...
12. Pense sempre nos riscos e nas recompensas. Não se deixe imobilizar pelos riscos. Equilibre-se sempre tentando visualizar as recompensas possíveis. Uma vez que o balanço lhe pareça equilibrado, aja conforme sua intuição.
13. Neutralize os "palpiteiros inconseqüentes". Não se deixe influenciar por "opiniões" irresponsavelmente colocadas pelos outros. Aprenda a distinguir conselhos sábios, bem intencionados de comentários "rotineiramente" jogados pelas pessoas.
14. Evite lucubrar. Não desperdice energia lucubrando demais, principalmente se forem especulações negativas. Ao invés disso, comece a caminhar, mesmo através de um pequeno passo.
15. Seja transparente. Nem sequer pense desonestamente, pois isso drena sua energia. (Já imaginou quanto de energia gastamos, para "proteger" a mentira contada ontem?). Ser transparente multiplica energia. Energia que faz acontecer.
16. Seja generoso. "A generosidade move montanhas". As coisas fluem melhor à sua volta porque a generosidade faz agir. "Picuinhas", ao contrário, imobilizam as pessoas.
17. Aja sempre numa postura ganha-ganha. Evite a postura do tirar vantagem de tudo. Aja pensando em benefícios para todos. As coisas passam a acontecer com mais fluidez.
18. Confie 100% em sua força interior. Fazer acontecer exige fé. Principalmente em si mesmo. É essa convicção que o deixa solto para fazer o que é necessário.
19. Busque excelência, sempre. Um fazer acontecer efetivo deve sempre estar ancorado na busca do melhor, do perfeito, do ideal. Quão próximos chegaremos à perfeição é outra coisa. O alvo, porém, deve sempre ser a perfeição.
20. Chute acomodação e "imobilismo" para longe de você. A capacidade de fazer acontecer é algo para ser aperfeiçoado pela vida toda. Não se acomode. Procure sempre melhorar seu próprio recorde.
(http://www.bilibio.com.br)



2- Persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as jóias da própria esposa.
Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.
O homem desiste? Não!
Volta a escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de "visionário".
O homem fica chateado? Não!
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.
Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída.
O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica mas, um terremoto novamente a arrasa.
Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!
Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família.
Ele entra em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai as ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria.
Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.
Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.
Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro.
Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
Portanto, se você adquiriu a mania de viver reclamando, pare com isso! O que sabemos é uma gota d'água. O que ignoramos é um oceano.
Lembre-se, nosso dia não se acaba ao anoitecer e sim começa sempre amanhã, não se desanime, vamos acordar todo dia como se tivéssemos descobrindo um mundo novo.
http://www.otimismoemrede.com)



3- O Poder do entusiasmo

Entusiasmo é acreditar na nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem, de darem certo,de transformar a natureza e as pessoas.Não espere ter as condições ideais para se entusiasmar.Nós é que temos que transformar a nossa vida numa Vida Entusiástica.Não é a realidade da vida que tem que nos entusiasmar,nós é que temos que entusiasmar a realidade da nossa vida!Nós é que temos que entusiasmar nossas idéias...
"DICAS PARA SE VIVER ENTUSIASTICAMENTE"
1- Afaste-se das pessoas e dos fatos negadores e negativos.Se você se deixar envolver por um ambiente negativo, você vai se transformar numa pessoa negativa.
2-Acredite nos seus "insights" positivos. Os vencedores são aqueles que acreditam nas suas idéias.
3 - Não reclame constantemente. Quando a gente reclama muito, se habitua a reclamar cadavez mais e acaba se transformando numa pessoa azeda. É insuportável conviver com pessoas que só vivem se queixando!
4- Cultive a alegria e o bom humor...Aprenda a sorrir! Terapia do Riso : Habituar-se a sorrir, a achar graça de si mesmo. O sorriso tem um efeito poderoso em nossa vida;as pessoas que zombam dos próprios erros, são mais felizes e mais fortes.
5- Ilumine seu ambiente de trabalho e da sua casa. A escuridão traz a depressão! O ambiente determina a condição funcional em que as pessoas agem e fazem as coisas ocorrerem.
6- Seja alguém disposto a colaborar com os outros. Sempre ache uma maneira de participar! Traga as pessoas mais próximo de você. Participe, converse com as pessoas com as quais convive, interesse-se pelas pessoas à sua volta!
7 - Surpreenda as pessoas com "momentos mágicos". Contagie os outros... Faça com que ao entrar num ambiente, as pessoas se contagiem com a aura de entusiasmo que envolve você!
8 - Faça tudo com sentimento de perfeição. Faça as coisas com vontade de fazer! Não faça nada pela metade! Faça as coisas com desejo de acertar e de criar o mais correto possível! Ande bem vestido, limpo e perfumado. Tenha orgulho da sua imagem. Gostar de si próprio, mantendo a auto-estima, é fundamental para o Entusiasmo.
10 - Aja prontamente. Faça agora!"DO IT NOW" Não postergue, não deixe para amanhã. Quando tiver alguma coisa para fazer, faça imediatamente. Sentiu que é o momento certo? - Aja! ! !"ENTUSIASMO SIGNIFICA TER DEUS DENTRO DE SI." Descubra o entusiasmo na Vida! Seja capaz de transformar as coisas e fazê-las acontecer. Não espere as condições ideais, faça o Entusiasmo ocorrer pela crença de que você é capaz de realizações eficazes e de... VENCER OBSTÁCULOS ! ! !
(http://www.otimismoemrede.com)