Artigo publicado no Jornal Folha da Manhã em 18/02/2009.
Conforme o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 21 de janeiro passado, o Santo Padre o Papa Bento XVI, “com solicitude pastoral e misericórdia paternal” levantou a excomunhão que pesava sobre os quatro Bispos da Fraternidade São Pio X, com o “desejo de que se alcance o mais rápido possível a completa reconciliação e a plena comunhão”.
Nós felicitamos o Santo Padre por este “ato de misericórdia paterna”, como ele explicou na audiência de 28 de janeiro passado, acrescentando ele que agora “espera um empenho” por parte destes Bispos “para chegar à plena comunhão”. Escrevi também aos quatro Bispos felicitando-os e congratulando-me com eles por isso, assegurando-lhes que estaremos sempre em oração para que possam chegar à completa regularização da Fraternidade São Pio X
A Secretaria de Estado do Vaticano, em 4 de fevereiro passado, emitiu uma nota de esclarecimento desse ato do Papa, explicando em que consistiu e quais as condições para um futuro reconhecimento da Fraternidade São Pio X. Transcrevemos alguns tópicos dessa nota:
“Na seqüência das reações suscitadas pelo recente decreto da Congregação para os Bispos, que remite a excomunhão dos quatro Prelados da Fraternidade São Pio X, e em relação às declarações negacionistas ou reducionistas da Shoah por parte do Bispo Williamson da mesma Fraternidade, se considera oportuno esclarecer alguns aspectos do episódio”.
“Sua Santidade pretendia eliminar um obstáculo que prejudicava a abertura de uma porta ao diálogo. Ele agora espera que igual disponibilidade venha expressa pelos quatro bispos na total adesão à doutrina e disciplina da Igreja.”
“A gravíssima pena da excomunhão latae sententiae, em que tais bispos incorreram em 30 de Junho de 1988 e, em seguida, declarada formalmente em 1º de Julho do mesmo ano, foi uma conseqüência de suas ordenações ilícitas por parte de Dom Marcel Lefebvre”.
“A dissolução da excomunhão liberou os quatro bispos de uma grave pena canônica, mas não alterou a situação jurídica da Fraternidade São Pio X, que, no momento atual, não goza de qualquer reconhecimento canônico na Igreja Católica. Os quatro bispos, embora livres da excomunhão, não têm uma função na Igreja e não exercem legitimamente um ministério na mesma.”
“Para um futuro reconhecimento da Fraternidade São Pio X é condição indispensável o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II e do Magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e do próprio Bento XVI.”
“O Bispo Williamson, para uma admissão à função episcopal na Igreja, deverá também manter de modo absolutamente inequívoco e público a distância de sua posição a respeito da Shoah, não conhecida pelo Santo Padre no momento da remissão da excomunhão”.
“O Santo Padre pede o acompanhamento das orações de todos os fiéis a fim de que o Senhor ilumine o caminho da Igreja. Cresça o empenho dos Pastores e de todos os fiéis no sustento da delicada e difícil tarefa do Sucessor do Apóstolo Pedro como o ‘guardião da unidade’ na Igreja”.
Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal
Conforme o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 21 de janeiro passado, o Santo Padre o Papa Bento XVI, “com solicitude pastoral e misericórdia paternal” levantou a excomunhão que pesava sobre os quatro Bispos da Fraternidade São Pio X, com o “desejo de que se alcance o mais rápido possível a completa reconciliação e a plena comunhão”.
Nós felicitamos o Santo Padre por este “ato de misericórdia paterna”, como ele explicou na audiência de 28 de janeiro passado, acrescentando ele que agora “espera um empenho” por parte destes Bispos “para chegar à plena comunhão”. Escrevi também aos quatro Bispos felicitando-os e congratulando-me com eles por isso, assegurando-lhes que estaremos sempre em oração para que possam chegar à completa regularização da Fraternidade São Pio X
A Secretaria de Estado do Vaticano, em 4 de fevereiro passado, emitiu uma nota de esclarecimento desse ato do Papa, explicando em que consistiu e quais as condições para um futuro reconhecimento da Fraternidade São Pio X. Transcrevemos alguns tópicos dessa nota:
“Na seqüência das reações suscitadas pelo recente decreto da Congregação para os Bispos, que remite a excomunhão dos quatro Prelados da Fraternidade São Pio X, e em relação às declarações negacionistas ou reducionistas da Shoah por parte do Bispo Williamson da mesma Fraternidade, se considera oportuno esclarecer alguns aspectos do episódio”.
“Sua Santidade pretendia eliminar um obstáculo que prejudicava a abertura de uma porta ao diálogo. Ele agora espera que igual disponibilidade venha expressa pelos quatro bispos na total adesão à doutrina e disciplina da Igreja.”
“A gravíssima pena da excomunhão latae sententiae, em que tais bispos incorreram em 30 de Junho de 1988 e, em seguida, declarada formalmente em 1º de Julho do mesmo ano, foi uma conseqüência de suas ordenações ilícitas por parte de Dom Marcel Lefebvre”.
“A dissolução da excomunhão liberou os quatro bispos de uma grave pena canônica, mas não alterou a situação jurídica da Fraternidade São Pio X, que, no momento atual, não goza de qualquer reconhecimento canônico na Igreja Católica. Os quatro bispos, embora livres da excomunhão, não têm uma função na Igreja e não exercem legitimamente um ministério na mesma.”
“Para um futuro reconhecimento da Fraternidade São Pio X é condição indispensável o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II e do Magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e do próprio Bento XVI.”
“O Bispo Williamson, para uma admissão à função episcopal na Igreja, deverá também manter de modo absolutamente inequívoco e público a distância de sua posição a respeito da Shoah, não conhecida pelo Santo Padre no momento da remissão da excomunhão”.
“O Santo Padre pede o acompanhamento das orações de todos os fiéis a fim de que o Senhor ilumine o caminho da Igreja. Cresça o empenho dos Pastores e de todos os fiéis no sustento da delicada e difícil tarefa do Sucessor do Apóstolo Pedro como o ‘guardião da unidade’ na Igreja”.
Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal
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