sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Família x paz

Família X PAZ

(13 de janeiro é dia da Sagrada Família)
"A família natural, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é um berço da vida e do amor, e a primeira e insubstituível educadora da paz". A negação ou a restrição dos direitos da família, obscurecendo a verdade do homem, ameaça os próprios fundamentos da paz".
(Bento XVI em seu discurso de Ano Novo – 2008)


Que missão belíssima da Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José; para exemplo das famílias do mundo contemporâneo! “As palavras comovem, os exemplos edificam.” Exemplo de paz, para a humanidade inteira! Ali não havia inveja, discórdias, preguiça, avareza, soberba, luxúria ou gula, os vícios capitais, tão comuns nos dias de hoje, que a Globo resolveu até desenvolver uma novela em torno deles, como se fossem comuns e naturais, como se o estado normal da pessoa humana fosse estar dominada por estes vícios. É claro que não somos perfeitos, mas o normal é buscar sermos melhores a cada dia, melhorar o nosso interior como fazemos com o nosso exterior, ornamentar o nosso espírito com as pedras preciosas das virtudes, como ornamos o nosso exterior com ouro e prata, pois “o que se leva desta vida é a vida que se leva.”
José era o Pai bondoso, que do trabalho em sua humilde carpintaria tirava o sustento da família. Não conhecia a fraude, o suborno, o super-faturamento, o “passar a perna” , o “levar uma vantagezinha”... era íntegro, sincero, cordial com todos que o procuravam e não só com os mais abastados . Ensinava seu ofício ao Menino Jesus com paciência e amor.
Maria, a Mãe amorosa, que além dos afazeres domésticos, ainda costurava e bordava, naquela época que não havia a divisão social do trabalho. Era amada pela vizinhança por sua cordialidade e alegria. Sempre pronta a ajudar, caminhou longe para auxiliar a prima Isabel, quando estava para ganhar São João Batista. Exemplo de humildade, pois sendo a Mãe de um Deus, não se exaltou, mas se colocou a serviço do próximo.
Jesus, o Deus vivo, era filho obediente, esforçado nos estudos e constante no trabalho com São José. Trabalhava com alegria, solícito e submisso aos pedidos de seu pai. Sendo o maior rei do mundo, nunca humilhou seus pais com palavras grosseiras, mas sempre os cativou com sua docilidade e alegria. Na falta do pai, ele mesmo trabalhava sozinho para prover as necessidades de sua Mãe.
Família é um dom de Deus, uma alegria para a sociedade! Como é bom ter família!
Com a família constituída embasada na fé e no amor a Deus que tudo pode: Pai, Mãe e Filhos; teremos maior garantia de paz para o mundo. Ambos criados por Deus dotados de características diferenciadas, se completam mutuamente na família. O homem tem os caracteres próprios de sua masculinidade e deve exercê-los na liderança de sua família, a mulher de caráter feminino é o coração e a sustentabilidade emocional da família ; os filhos devem ser os frutos do amor que une os pais, sempre alegres, estudiosos, trabalhadores e cientes das dificuldades familiares, tendo assim os pés no chão da realidade.
Estou consciente que a sociedade atual é fruto da crise familiar. São poucas as famílias hoje em dia, como a que descrevi acima. Mas seria o ideal, e entre o ideal e o possível, vivemos um mundo de ódio, guerras e sofrimentos, como o que estamos presenciando neste momento em que são libertadas somente duas das centenas de reféns das FARCs em nosso continente Americano, onde um menino, filho de uma delas, nascido em cativeiro, é encontrado necessitando de cuidados especiais pela sua precária saúde.
"Hoje, mais que nunca, nosso pensamento está com todos aqueles que seguem detidos contra sua vontade por grupos armados na Colômbia e com o sofrimento do qual padecem suas famílias.” (Presidente da CE, José Manuel Durão Barroso)
É de longe que isto veio caminhando, seja por falta de governos sérios e realmente comprometidos com políticas sociais menos paternalistas e mais realistas; seja por corrupções políticas onde o dinheiro arrecadado nos países, fica nos bolsos de alguns ou nos paraísos fiscais; seja pelo esquecimento de Deus numa sociedade materialista e consumista.
Mas não somos nós que iremos de uma hora para a outra resolver esta situação; não são também a legalização de crimes contra a natureza biológica do homem ou aborto que solucionará o caos familiar em que vivemos. Estas coisas só tendem a piorar a situação. Precisamos adotar uma política da valorização da vida, como a CF 2008 nos propõe: “Escolhe, pois a vida!”


(Prof. Isabel C. Menezes D. Esposti –
Ensino Religioso e História – Colégio Miguel Couto e CIEP 381)

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